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Atividade Preventiva

Tomar aspirina realmente previne infarto?

“Pesquisadores da Universidade de Duke (Estados Unidos) dizem que as mulheres deveriam adotar esse hábito com mais freqüência. Quem tem mais de 50 anos, histórico familiar de cardiopatias, ou mesmo fatores de risco como colesterol alto e hipertensão”

“A aspirina, ou ácido acetilsalicílico, tem a propriedade de afinar o sangue. Uma vez que esses episódios estão relacionados ao engrossamento (entupimento) das veias – que ficam com suas paredes cheias de gordura e impedem a boa circulação sangüínea – tomar aspirina é uma forma de permitir melhor fluxo do sangue no organismo”

Até parece uma fórmula milagrosa para garantir a saúde do coração: basta tomar uma aspirina no café da manhã para se sentir mais seguro contra um eventual infarto ou ataque cardíaco. De fato, quase todos conhecem alguém que está sempre com os comprimidinhos brancos no bolso.

Agora, pesquisadores da Universidade de Duke (Estados Unidos) dizem que as mulheres deveriam adotar esse hábito com mais freqüência. Quem tem mais de 50 anos, histórico familiar de cardiopatias, ou mesmo fatores de risco como colesterol alto e hipertensão, é boa candidata a adotar esse hábito, diz o doutor Jeffrey Berger, cardiologista que coordenou os estudos.

A partir dos 50 anos, as mulheres têm apresentado mais episódios de doenças do coração ou mesmo de infartos e AVCs. Comparativamente, a partir dos 40 anos elas têm de dar mais atenção ao câncer de mama.

De acordo com o cardiologista Otávio Gebara, antes que todo paciente resolva se automedicar com aspirinas diariamente, é necessário consultar um médico. “Embora seja interessante principalmente para quem já sofreu infarto, ataque cardíaco ou é diabético, vale ressaltar a importância de se assegurar não ser alérgico ao ácido acetilsalicílico, de que é composta a aspirina”.

Outra advertência de Gebara é endereçada àqueles que têm menos de 50 anos, mas trazem consigo a preocupação de sofrer um infarto fulminante. “Geralmente, pessoas na faixa dos 40 anos que vivem sob estresse intenso, não se alimentam bem e ainda são sedentárias sabem que são candidatas a sofrer um infarto. É como se fossem uma bomba-relógio ambulante. Só que esse temor não é passaporte para a automedicação. É sempre melhor buscar acompanhamento médico e evitar conseqüências como uma irritação gástrica”.

Segundo o médico, as orientações são válidas para homens e mulheres. “As mulheres tendem a se descuidar do coração, dando mais atenção aos diagnósticos de mama e ovários. Entretanto, enquanto uma em cada 34 pacientes morre de câncer de mama, uma em cada três morre de doenças do coração”.

Conheça os fatores de risco para cardiopatias (doenças do coração)

- Diabéticos

- Histórico familiar (pai e mãe) de cardiopatia

- Obesidade

- Sedentarismo

- Estresse

- Hipertensão arterial

- Taxas de colesterol e triglicérides altas

- Ser fumante

- Pessoas da raça negra. Estudos epidemiológicos internacionais e nacionais conseguiram determinar grupos de pessoas mais propensas a determinadas doenças, avaliando o comportamento de pessoas divididas por sexo, raça, faixa etária, portadores de outras doenças (como diabetes), etc. Sendo assim, é consenso que indivíduos da raça negra têm mais propensão à hipertensão arterial e cardiopatias.

Fonte: http://www.opantaneiro.com.br/noticias/online.asp?id=76517

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Controle da Asma em obesos

Segundo estudo da Universidade Laval, no Canadá Pessoas obesas com asma tem pior controle da doença respiratória do que os asmáticos com peso normal. De acordo com os autores, isso acontece mesmo que a percepção dos sintomas seja similar, e pode ser explicado por mudanças nas características inflamatórias bronquiais e sistêmicas e no funcionamento pulmonar em pacientes obesos.

A obesidade é associada a um aumento na prevalência de asma, especialmente entre as mulheres, e essa doença respiratória parece ser mais severa entre os obesos.

Para determinar se a doença apresenta características específicas em pessoas obesas, os pesquisadores avaliaram 44 pacientes obesos e 44 não-obesos, todos com asma. Os voluntários completaram um questionário sobre controle de asma, passaram por uma bateria de testes, e tiveram medidos índice de massa corporal e circunferência da cintura.

E os pesquisadores observaram que, apesar dos pacientes apresentarem resultados similares em relação ao fluxo de expiração, a resposta a bronquiodilatador, a resposta das vias aéreas a metacolina e na percepção dos sintomas, o controle da asma era pior entre os pacientes obesos.

Além disso, a capacidade pulmonar, o volume expirado e a capacidade funcional residual eram menores nesses pacientes. E os graus de inflamação eram maiores em pacientes obesos, que apresentavam maiores níveis dos marcadores inflamatórios proteína C reativa e fibrinogênio no sangue.

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Ácido acetilsalicílico reduz risco de asma em mulheres

Um estudo realizado pela Harvard Medical School, Boston, nos EUA, e publicado na revista “Thorax”, revela que o uso de ácido acetilsalicílico reduz o risco de aparecimento de asma na idade adulta.

O estudo teve por objectivo avaliar o efeito de 100 mg de ácido acetilsalicílico ou placebo, em dias alternados, sobre o risco de asma em mulheres com início na idade adulta.

Entre as 37.270 mulheres sem registo de asma na história clínica, durante 10 anos de acompanhamento, houve 872 novos casos diagnosticados de asma no grupo do ácido acetilsalicílico e 963 no grupo placebo. Este risco relativo, aparentemente 10% menor, de aparecimento de asma na idade adulta entre as mulheres que tomavam ácido acetilsalicílico foi significativamente modificado pelo índice de massa corporal (IMC), sem efeito em mulheres com Índice de Massa Corporal ≥30 kg/m2.

O efeito do ácido acetilsalicílico no aparecimento de asma não foi modificado significativamente pela idade, tabagismo, nível de exercício, uso de Terapia de Substituição Hormonal na pós-menopausa ou uso aleatório de vitamina E.

Estudo publicado na revista “Thorax”

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