Fisioterapia na saúde do idoso: Exercícios físicos na promoção da qualidade de vida

O envelhecimento da população é um dos grandes desafios para as próximas décadas. Com o avanço dos anos observa-se uma diminuição da massa muscular e da velocidade de contração muscular, reduzindo também a massa óssea, aumentando com isso, o risco de fraturas. A intervenção fisioterapêutica específica dessa faixa etária usufrui de aplicação de exercícios físicos gerando efeitos positivos na saúde do idoso e sua qualidade de vida como a potencialização das capacidades físicas: força, flexibilidade, equilíbrio, potência aeróbia e outros, além de minimizar o risco de quedas e acidentes.

Alterações Cardiopulmonares do Envelhecimento

O envelhecimento está associado a alterações nas estruturas cardíacas e pulmonares que tendem a ser individualizadas, como o aumento da massa cardíaca, leve aumento da espessura da parede do ventrículo esquerdo bem como o septo interventricular, mantendo os índices ecocardiográficos normais. Há uma diminuição da contração da musculatura cardíaca. Sendo frequentes também os distúrbios elétricos cardíacos com diferentes graus de bloqueio e de arritmias. Quanto às artérias, elas sofrem alterações na distensibilidade, elasticidade e dilatação esses distúrbios formam o quadro onde se denomina coração senil que tem como consequência fundamental a diminuição na capacidade de trabalho cardíaco.

As alterações no sistema respiratório abrangem mudanças nas cartilagens costais, nas articulações costoesternais, nos pulmões e no nariz onde promovem aumento progressivo das cartilagens. Contrariamente ao aumento do número de fibras elásticas, os pulmões perdem elasticidade com o envelhecimento, por modificações na composição das fibras elásticas e conjuntivas. Ocorre diminuição na superfície alveolar em decorrência do enfraquecimento muscular, da fibrose e da calcificação e das estruturas do tórax.

Alterações músculo – esqueléticas e elevado risco de quedas

Com o aumento da idade, observa-se uma diminuição na velocidade de contração muscular e uma atrofia das fibras que compõem esses músculos havendo assim, uma perda de massa muscular total e um aumento na gordura subcutânea e intramuscular, denominado sarcopenia. O envelhecimento implica em menor grau, uma perda da mineralização óssea, podendo causar osteoporose. A alimentação incorreta a falta de exercícios físicos aceleram e agravam o processo. As quedas em particular são mais frequentes nessa etapa da vida, com isso, os indivíduos idosos, quando caem, apresentam maiores riscos de lesões. O motivo engloba diversos fatores como: diminuição do equilíbrio, alterações na postura e na marcha.

As alterações posturais estão também diretamente ligadas nessa faixa etária Estas alterações incluem a deterioração das articulações zigapofisárias e espinhais, os discos intervertebrais se tornam gradualmente mais chatos e menos resistentes, ocorre também o estreitamento do canal espinhal ou forame neural, a perda do espaço do disco intervertebral, a calcificação do tecido conjuntivo periarticular, a osteoporose e doenças degenerativas, que fazem com que os ossos fiquem mais porosos. O resultado das alterações posturais é um acunhamento gradativo das vértebras torácicas inferiores, resultando em um desalinhamento compensatório das vértebras torácicas inferiores, o que resulta em um desarranjo compensatório das vértebras torácicas superiores e cervical parte inferior, sendo conhecido como “corcunda de viúva”.

Há também alterações na marcha, onde a principal característica do movimento dos idosos é que eles movem-se muito mais lentamente do que as pessoas mais jovens, devido ao condicionamento físico. Essa associação de condicionamento físico e velocidade da marcha são compatíveis com a hipótese de que quanto mais atividade física, maior o condicionamento e a velocidade da marcha. Portanto é fundamental ter um estivo de vida ativo, incluindo caminhadas, pode-se manter a marcha normal preservando assim a força e estimulando o equilíbrio.

O impacto do exercício físico em indivíduos idosos

O exercício físico em idades avançadas atua na manutenção da função, para conservar ativos todos os sistemas que formam o organismo, como: sistema muscular, sistema nervoso e sistema osteoarticular. A atividade física proporciona o cuidado e a prevenção de enfermidades, retardando ou atenuando o envelhecimento, atuando diretamente na promoção da saúde e na prevenção de agravos, tais como, distúrbios osteomusculares, doenças cardiovasculares, obesidade entre outros.

Observam-se também melhoras na capacidade respiratória, na reserva cardíaca, no tempo de reação, na força muscular, entre outras. Essas melhoras refletem também nas capacidades intelectuais, como vivacidade intelectual e estado de desenvolvimento psíquico superior.  A prática regular de exercícios físicos se consegue fortalecimento da musculatura, melhora do equilíbrio e da estabilidade postural, com isso, resulta na diminuição do risco de quedas.

Ações do fisioterapeuta de prevenção, promoção e proteção a saúde

A ação do fisioterapeuta é adiar as instalações das incapacidades ocasionadas com o processo do envelhecimento, tratar as alterações motoras e funcionais decorrentes de doenças e problemas associados, e trabalhar a reabilitação do idoso dentro das suas especificidades e potencialidades. A prática constante diminui o uso de medicamentos, melhora a capacidade funcional, estimulando a melhora da qualidade de vida do indivíduo idoso.

A potencialização das capacidades físicas, como força, flexibilidade, potência aeróbia, e equilíbrio promovem uma melhoria significativa nas atividades de vida diária, reduzindo a fadiga a pequenos esforços, minimizando o risco de quedas e acidentes. Os exercícios físicos sistematizados reduzem a vulnerabilidade e a fragilidade causadas pela inatividade, minimizam as mudanças biológicas trazidas pelo envelhecimento, ajudam no controle de doenças crônicas, potencializam a autonomia motora, favorecendo assim a qualidade de vida.

Fonte: http://www.faeso.edu.br/horus/cienciasdasaude/9.pdf

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Treinamento Funcional ajuda a previnir lesões

Clínica de Fisioterapia Sphera –http://www.spherafisioterapia.com.br

A ideia principal é que o treino físico seja adaptado à funcionalidade dos movimentos do dia a dia, ou de uma modalidade específica de esporte. Portanto, além de trabalho muscular e alongamento, o repertório inclui exercícios de resistência física, equilíbrio e coordenação motora. O resultado, além do fortalecimento muscular e do ganho de agilidade, é a prevenção de lesões e a melhora na qualidade de vida.

Ele previne lesões por ser um treinamento que atua com a maior amplitude das articulações, desenvolve maior quantidade de força, e atua diretamente nos movimentos mais utilizados pelos praticantes.

O fisioterapeuta do Clube Votorantim, Cleiton Victorino explica que o treinamento possibilita ganho de força e massa muscular, perda de peso, de gordura, e aprimoramento da postura,  desenvolvimento das capacidades físicas como: equilíbrio, força, velocidade, coordenação, flexibilidade e resistência.

A nova técnica utiliza bolas, halteres, borrachas e elásticos. O motivo explica o fisioterapeuta, é que esses equipamentos permitem a movimentação completa dos músculos, o que é fundamental para qualquer modalidade esportiva.

Fonte: http://esportecomsaude.chakalat.net/2011/12/treinamento-funcional-ajuda-evitar.html

http://prazeredor.wordpress.com/2012/02/17/treinamento-funcional-previne-lesoes/

Combate a osteoporose com Treinamento Funcional

Osteoporose significa osso poroso, ou seja, é a descalcificação progressiva dos ossos que se tornam frágeis. É uma doença na qual ocorre diminuição da massa óssea e piora da qualidade do osso, que se torna mais frágil. Quanto maior essa fragilidade, maior é o risco de uma fratura.

Muitos estudos revelam que os exercícios físicos estimulam o aumento de massa óssea no corpo, sendo considerados tão importantes quanto a ingestão de fontes de cálcio. Além do ganho de mais massa óssea, o Treinamento Funcional preserva o equilíbrio e aumenta a força e a massa muscular.

Os exercícios propostos no Treinamento Funcional utilizam os movimentos fundamentais do corpo como empurrar, puxar, agachar, girar, lançar, entre outros. “Partimos do princípio que para realizar um movimento é preciso a mobilização de diversos grupos de músculos que trabalham integrados. Para isso, aplicamos exercícios de instabilidade direcionados que trabalham o organismo preparando-o de maneira segura e eficiente buscando o equilíbrio do centro corporal”, explica Alejandro Ormeño, educador físico e instrutor de Treinamento Funcional.

Além do fortalecimento dos ossos e do ganho de massa óssea, o praticante desenvolve o controle corporal, melhora da postura, o equilíbrio muscular, diminui a incidência de lesão, melhora do desempenho atlético, ganha estabilidade da coluna vertebral e das articulações, aumenta a eficiência dos movimentos e do equilíbrio, melhora da força e coordenação motora, da lateralidade corporal e, principalmente, da flexibilidade do corpo.

Fonte:  http://www.educacaofisica.com.br/index.php/fitness/canais-fitness/treinamento-funcional/21050-treinamento-funcional-no-combate-a-osteoporose-. e http://www.minhavida.com.br/saude/temas/osteoporose

SPHERA CLÍNICA DE FISIOTERAPIA

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Treinamento Funcional oferece mais equilíbrio a cadeirantes

 

Core 360º é usado em treinamentos personalizados para dar mais autonomia a quem usa a cadeira de rodas. Um método de treinamento personalizado, capaz de queimar até 700 calorias por aula, está sendo usado como exercício funcional por cadeirantes. E com bons resultados.

O Core 360º exercita diversos músculos ao mesmo tempo. Isso é possível graças aos movimentos focados no centro de estabilidade e sustentação do aluno, área tida como ponto fraco do cadeirante.
O método core busca recuperar a estabilidade do tronco com uma série de exercícios para quadris, abdome e região lombar. “São esses exercícios para o centro do corpo que vão devolver ao cadeirante sua estabilidade”, explica o especialista em treinamento funcional para cadeirantes. Artur Hashimoto.

Esse tipo de treinamento é bem personalizado, e o treinador precisa considerar o tipo de lesão do aluno, pois ela influencia em sua capacidade de movimentação. A maior parte do treino pode ser realizada com elásticos, bolas de ginástica, halteres e máquinas normais de academia. Praticamente não é preciso adaptar os equipamentos.

Os exercícios livres, muitas vezes, são mais interessantes que os exercícios em máquinas. “A máquina direciona o movimento. No exercício livre o aluno tem liberdade de movimento e exercita também seu equilíbrio. A meta é chegar a um corpo equilibrado. Que tenha força, resistência, flexibilidade, massa muscular e coordenação motora”, conta o treinador.

O método não substitui a fisioterapia. As duas atividades devem ser feitas em conjunto, de forma complementar. “Os fisioterapeutas dão sempre um retorno positivo. Dizem que o core ajudou o paciente deles a fazer movimentos que antes não fazia ou a fazer movimentos com mais firmeza”, afirma.

 

Fonte: http://www.educacaofisica.com.br/index.php/fitness/canais-fitness/treinamento-funcional/8361-treinamento-funcional-oferece-mais-equilibrio-a-cadeirantes

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