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Convivendo com a Asma

A asma é uma doença que está escrita nos genes e expressa-se em resultado da interacção destes com o meio ambiente. Na verdade, é do conhecimento geral que a asma existe mais em certas famílias e que a poluição do interior das casas e no exterior favorece o aparecimento e agravamento de sintomas por asma.

Vivemos com ácaros por perto e, por vezes com animais, como o gato; este pode sensibilizar as crianças e provocar-lhes asma, mesmo depois na idade adulta. A barata e, mais raramente, certos fungos, podem também causar asma.

No exterior, são os pólenes, mais frequentemente de gramíneas, mas também de certas árvores e ervas, que podem estar na origem de asma. Todos estes alergénios causam também rinite, acompanhante muito comum da asma. Mas é preciso saber que também há asmas e rinites “não alérgicas”, não tão raras quanto isso.

Mas se sempre vivemos com os ácaros, com animais domésticos e com a polinização porquê há mais asma nos dias de hoje? A explicação para este facto não é simples, mas há evidências que apontam para as mudanças de hábitos de vida, tais como a progressiva deslocação das populações para as urbes, a vida de pequenos agregados familiares em apartamentos e o menos diversificado contacto microbiológico com que as crianças crescem (mais vacinas, menos infecções, comida mais esterilizada, etc).

Depois, há a alteração operada no tipo de poluição e o tabagismo passivo nos espaços fechados, que se sabe induzir a expressão mais precoce de doenças respiratórias e alérgicas e contribuir para o seu agravamento.

Na verdade, a poluição está a mudar; sabe-se, por exemplo, que pequenas partículas dos escapes do actual parque automóvel, para além da sua acção directa nas vias respiratórias, veiculam micro-fragmentos polínicos e promovem a acção sensibilizante destes.

Por tudo isto, gera-se no asmático uma inflamação das vias aéreas que vai variando em intensidade consoante o grau de exposição aos alergénios para que está sensibilizado, a ocorrência de infecção por certos vírus e a exposição a factores poluentes do ar do interior das casas e do exterior.

Controlar a asma

Uma das consequências da inflamação que ocorre na asma e que o tratamento médico procura controlar é a do desenvolvimento de alterações irreversíveis da estrutura das vias respiratórias. Os doentes com asma crónica, com frequentes sintomas e limitação nas actividades do dia-a-dia, são aqueles em que ao longo da história da sua asma não foi atingido um suficiente controlo da inflamação. Nestes doentes, a inflamação brônquica foi persistindo e agravando aquando as agudizações.

As medidas de defesa da qualidade do ambiente do interior dos edifícios, as de controlo da poluição das cidades e as que assegurem melhor qualidade do ar que se respira nas fábricas e oficinas, são aspectos fulcrais para a promoção da saúde respiratória.

A boa prática médica e a existência de um sistema de informação que nos dê periodicamente índices epidemiológicos e dados económicos sobre asma são igualmente relevantes. A melhoria do acesso do asmático aos cuidados de saúde e a tomada de decisões que possibilitem o pleno acesso do doente à medicação anti-asmática, são também medidas que não poderão esquecidas ou relegadas para um segundo plano.

Em relação à asma, será pois essencial a aplicação de um conjunto integrado de medidas tendentes a melhorar a qualidade do ar e medidas que procurem generalizar o efectivo controlo da doença.

http://medicosdeportugal.saude.sapo.pt/action/2/cnt_id/2155/

Asma e Exercício

Na asma, expirar é mais difícil do que inspirar, ar aprisionado nos pulmões provoca sensação de falta de ar.
Os principais sintomas além da falta de ar são chiado, tosse e sensação de “aperto no peito”. Às vezes, a pessoa que sofre da doença pode apresentar somente tosse.
Em alguns casos, os sintomas aparecem exclusivamente quando o indivíduo faz algum exercício físico ou até mesmo quando ri muito. É importante salientar que a ausência de sintomas não significa que o asmático esteja sem a presença de obstrução ou inflamação em seus brônquios. Os exercícios respiratórios recomendados para esses pacientes têm por objetivo melhorar as funções ventilatória e respiratória.
As atividades físicas motoras são importantes para a saúde física e mental dos pacientes de todas as idades. São essenciais para as crianças, pois proporcionam as experiências básicas de movimento, importantes no seu desenvolvimento
Na adolescência, geralmente as atividades esportivas são mais intensas e competitivas; para a terceira idade, a dança e esportes, mas o asmático muitas vezes sente-se menos capaz, por falta de prática e não por incapacidade física.
A participação regular em programas de atividades físicas pode aumentar a tolerância ao exercício e a capacidade de trabalho, com menor desconforto, redução de bronco-espasmo e uma melhor qualidade de vida.
A orientação adequada proporciona também uma série de benefícios, entre eles a melhora da mecânica respiratória, prevenção e correção de alterações posturais, melhora da condição física geral e prevenção de outras complicações pulmonares. A medicação e os cuidados com o ambiente também devem ser feitos.
Isso vale principalmente para as crianças, pois caso elas não tenham a doença controlada, não são capazes de acompanhar e se beneficiar de um programa de exercícios físico.