Um pouco sobre gagueira

Dia 22 de outubro é o Dia Internacional de Atenção à Gagueira. Desde 2005,gagueira

é exibida uma campanha de alcance nacional sobre gagueira. Buscando reforçar que gagueira não é motivo de piada e que existe tratamento, orienta

aqueles que sofrem do problema a buscarem um fonoaudiólogo. O vídeo pode ser visto aqui: http://www.gagueira.org.br/conteudo.asp?id_conteudo=264

A gagueira deixa muitas pessoas numa relação de sofrimento com a própria fala. É por isso que, para discutir um pouco mais sobre esse tema aqui no site, sugiro a leitura do seguinte texto da Psicanalista Roberta Ecleide de Oliveira Gomes Kelly: “Fluir ou Disfluir: eis a questão! Uma discussão sobre a gagueira e a psicanálise”. Para ler, acesse http://www.proceedings.scielo.br/scielo.php?pid=MSC0000000032002000400021&script=sci_arttext

É importante destacar que, na clínica psicanalítica, o terapeuta não terá como foco de seu trabalho um sintoma (no caso, o sintoma,o “gaguejar”). Esse é o diferencial entre as clínicas psicanalítica e fonoaudiológica quando se fala em gagueira: o fonoaudiólogo tem uma responsabilidade com a fala de um paciente e, portanto, com um sintoma na fala dele. No entanto, abrir um diálogo com a Psicanálise torna possível vislumbrar outros aspectos relacionados à gagueira, para além de discussões sobre etiologia, sintomatologia, avaliação e tratamento. Após fazer um breve histórico sobre a gagueira e seus tratamentos, a autora falará como a psicanálise contribuiu e vem contribuindo para entender esse “distúrbio de fluência”. É possível que o texto seja difícil de ler para quem não é familiar com a psicanálise, mas gostaria de destacar alguns aspectos interessantes.

O primeiro deles relaciona-se com o compromisso de seu trabalho: a autora não foca na etiologia da gagueira – como se houvesse uma causa única -, na avaliação ou terapêutica desse distúrbio de fluência. O seu trabalho assume um compromisso com o “sujeito gago”. Ademais, deixa claro que não há uma terapêutica específica para a lidar com a gagueira. Recomendações a pais de crianças gagas, com orientações e sugestões para melhorar a comunicação não são a chave para a cura. E não há chave. Mas há a possibilidade de escuta. Escuta do sujeito gago ou dos pais de uma criança gaga.

Acredito que essas são as maiores contribuições do texto para pensar na clínica fonoaudiológica: não basta atuar de maneira a buscar uma retirada de sintoma, eliminar a gagueira. Mais do que um sintoma, há um sujeito em sofrimento, busca de escuta.

Imagem: http://gaguezfluencia.blogspot.com.br/p/consequencias.html

Por: Ana Carolina Prisco

A fonoaudióloga da  Clínica Sphera esta a disposição para atendê-los e esclarecer qualquer dúvida

Unidada I: Rua: Soldado João de Oliveira, 326, Pirituba, São Paulo- SP.

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Unidade II: Rua: dos Alpes, 603, Curuça, Santo André, SP.

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Existe cura para a Gagueira?

Muito é falado sobre a gagueira na literatura. As pesquisas abordam especialmente a etiologia do problema, avaliação e terapêutica. No entanto, parece haver um discurso sobre a impossibilidade de cura dela, especialmente caso a pessoa procure um tratamento tardiamente.gagueira_imagem

            No site IFono* (http://www.ifono.com.br/ifono.php/home), há uma sessão de “mitos e verdades”, que têm como objetivo esclarecer questões de fala e escrita. Olhando essa sessão, encontrei um tópico que falava sobre gagueira. Uma especialista sobre gagueira, Silvia Friedman, foi convidada para escrever se é mito ou verdade a crença de que “gagueira não tem cura”. Acesse: http://www.ifono.com.br/ifono.php/a-gagueira-no-tem-cura-por-silvia-friedman

            A autora coloca que, de fato, há aqueles que consideram a gagueira incurável. No entanto, isso parte de uma concepção fundada sobre a noção de que a gagueira tem etiologia orgânica, ou seja, de que a causa da gagueira é genética ou neurológica. Aponta também que essa não é a única maneira de se pensar sobre gagueira e que há outras maneiras de se produzir conhecimento científico sobre o tema.

            Afirma que há também quem entenda e estude a gagueira a partir da “vida de relação” de uma pessoa. O sujeito, vivendo numa sociedade e se relacionando com os outros, será afetado nessas relações, que podem, inclusive, fazer marcas em seu corpo. A autora coloca a disfluência como algo que não é exclusivo do gago: todos os indivíduos têm momentos de “lapsos, pausas”. O gago, no entanto, teria uma visão estigmatizada de si mesmo por esses momentos de interrupção de sua fala e passa a se utilizar de estratégias para evitar a gagueira.

            A autora afirma que, a partir da noção do ser humano como um ser social, há a possibilidade de se pensar na gagueira de modo à incluir a subjetividade na discussão e de se pensar numa terapêutica que possibilite ao gago ver sua fala e a si mesmo de outra maneira, levando à cura.

            A leitura desse texto nos possibilita olhar para a gagueira de uma maneira diferenciada, diferente de como ela é abordada na maior parte da literatura fonoaudiologia ou nos textos midiáticos. A gagueira não é somente fruto do funcionamento de nosso cérebro ou de nossos genes, pois não somos somente fruto do funcionamento de nossos cérebros e nossos genes. Somos frutos de nossas relações sociais, também, da vida dentro de uma sociedade e uma cultura que nos precedem e nos marcam. A etiologia da gagueira pode não ser fácil de explicar quando pensamos dessa maneira, mas, pelo menos, aqui, há uma possibilidade de cura.

* Para quem não conhece o site, acho que vale a pena uma visita à página. Os autores, todos fonoaudiólogos, publicam conteúdos variados: desde textos sobre linguagem e desenvolvimento, até resenhas sobre livros e filmes. Falam a partir de uma perspectiva diferenciada: entendem que não há um perfil certo para o desenvolvimento de um indivíduo ou um desenvolvimento de fala e escrita. Desse modo, entendem que as diferenças não são necessariamente indicativas de uma patologia.

Fonte da Imagem: http://fonocs.spaceblog.com.br/1450829/Origem-da-gagueira-sob-a-perspectiva-linguistico-discursiva/

Por: Ana Carolina Prisco

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