O fortalecimento do quadril antes dos exercícios funcionais reduz mais rápido que o fortalecimento do quadriceps em mulheres com a síndrome da dor patelofemural em mulheres

Continuando os artigos sobre condromálacea patelar em mulheres.

Em agosto de 2011 um grupo de pesquisadores da J Orthop Sports Phys Ther  analisaram se mulheres com a síndrome da dor patelofemural que realizaram o fortalecimento do quadril antes dos exercícios funcionais demonstraram resultados mais satisfatórios que as mulheres que realizaram fortalecimento do quadrícipes antes dos mesmos exercícios funcionais.

Embora a síndrome da dor patelofemural ter sido atribuída a disfunção do quadrícipes, recentes estudos tem ligado essa condição ao comprometimento da musculatura do quadril. O fortalecimento dos membros inferiores tem sido considerado uma intervenção eficaz. Embora, os pesquisadores analisarem o exercícios com suporte de peso, não deixando claro se a força maior no quadril, quadricipes ou em ambos são benéficos.

Foram avaliados trinta e três mulheres com síndrome da dor patelofemural realizaram o fortalecimento do quadril (grupo quadril) ou quadrícipes (grupo quadrícipes) por 4 semanas, antes de 4 semanas de um programa similar de exercícios funcionais com suporte de peso. O auto registro da dor, função e força functional foram avaliados.  O fortalecimento isométrico foi realizado para o abdutores de quadril rotadores externos e extensores de joelho.

Após 4 semanas, houve menas dor no grupo quadril que no grupo quadrícipes. Da linha de base para 8 semanas, o grupo quadril demonstrou um aumento de força do quadril de 21% na força do abdutor, enquanto que o grupo quadrícipes não apresentaram mudanças. Todas as participantes mostraram melhora subjetiva da função, função objetiva, e na força do rotador externo de quadril, no teste de base após 8 semanas.

Ambas abordagem de reabilitação melhora a função e diminui a dor. Para pacientes com síndrome da dor patelofemural, inicialmente o fortalecimento de quadril pode permitir uma dissipação precoce da dor que os exercícios focados no quadril.

J Orthop Sports Phys Ther 2011;41(8):560-570. Epub 7 June 2011.

 

 

 

 

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Os efeitos do fortalecimento dos músculos abdutores e rotadores externos isolados na dor, no estado de sáude e na força do quadril em mulheres com dor patelofemural

A dor patelofemural é a causa mais comum de diagnóstico musculoesquelético o qual o paciente procura atendimento medico. Os sintomas clínicos da dor patelofemural incluem dor retropatelar ou peripatelar associada ao agachar, subir escadas, correr, sentar, ajoelhar-se etc.

Um estudo publicado em janeiro de 2012, avaliou a efetividade do fortalecimento do abdutor e do rotador externo isolado na dor, no estado de saúde e na força do quadril em mulheres com dor patelofemural.

Alterações na cinemática do quadril resultado da fraqueza dos músculos do quadril tem sido proposto como um fator contribuinte no desenvolvimento da dor patelofemural. Até o momento, nenhum estudo analisou os resultados clínicos associados com fortalecimento muscular isolado do quadril em pacientes com dor patelofemural.

Eles analisaram 28 mulheres, separadas em dois grupos, 14 mulheres no grupo exercícios e 14 mulheres no grupo controle  (que não realizaram exercícios). O grupo que realizou exercícios fizeram o fortalecimento do abdutor e dos rotadores externos isolados 3 vezes por semana por 8 semanas. A dor analisada por uma escala analógica), estado de saúde (WOMAC) e a força avaliada por um dinamômetro, foram analisadas antes e após intervenção. A dor e o estado de sáude também foram avaliadas 6 meses após a intervenção no grupo que realizaram os exercícios.

O resultado o trabalho foi a melhora da dor, estado de saúde e força muscular do grupo que realizaram os exercícios em comparação ao grupo controle, e manteram os resultados 6 mêses após a intervenção. Concluindo que um fortalecimento isolado da musculatura de quadril devem ser considerados no programa de tratamento de mulheres com dor patelofemural.

A Sphera Fisioterapia possui um tratamento personalizado e individualizado para a dor patelofemural.

 

Fonte: J Orthop Sports Phys Ther 2012;42(1):22-29, Epub 25 October 2011. doi:10.2519/jospt.2012.3704

www.spherafisioterapia.com.br

Dor crônica: um novo pensamento

Um novo pensamento sobre dor crônica

A dor crônica é definida como uma experiência emocional e sensorial associado com real ou potencial dano tecidual. A dor pode resultar quando esses estímulos intensos ou noviços atingem os nociceptores.  Isso serve como uma divergência impedindo o dano tecidual e agem reflexivamente para proteger novamente ou minimizar esses danos.

De forma mais simples, sabemos que existem vias ascendentes e descendentes de dor que respondem ao estímulo doloroso. Como explicar a presença de dor que muitas vezes aparece muito depois do estímulo doloroso ter parado de causar dor.

TIPOS DE DOR CRONICA

Existe uma grande necessidade de entender os mecanismos moleculares e celulares da dor em um esforço pra desenvolver novos tratamentos e mais efetivos para estes pacientes. Esse entendimento pode ser resultados de recentes avanços na visualização dos processos centrais e periféricos envolvidos na dor. Isso sugere que alguns indivíduos os fatores centrais desempenham papel chave na manutenção e estabelecimento de certas condições de dor crônica. Isto é, para alguns que o problema realmente não é periférico.

  • Dor no joelho e quadril;

Quando o dano do tecido periférico é inevitável, os tecidos inflamados e vizinhos se tornam hipersensíveis, uma resposta protetora para “guardar” a área no período de cura. Pensava-se que a dor lombar baixa no joelho e no quadril na osteoartrite, era devido à inflação ou danos dos tecidos na lombar, no joelho ou no quadril. Entretanto, recentes estudos mostram que essas condições podem ter fatores complexos implicando ambos o sistema nervoso central e periférico.  Dados mostram que 319 pacientes com osteoartrite de joelho no estágio 2-4 na radiografia, somente 47% registraram dor no joelho, sugerindo que alguma coisa mais do que o nível grau tecidual foi envolvido na percepção da dor. Uma explicação para esses achados é que a dor é um sistema complexo envolvendo vários fatores como mudanças estruturais, no mecanismo da dor, fatores subjetivos, incluindo a historia do paciente, estado psicológico, genético e cultura.

  • Neuropatia diabética e pós herpética

A dor neuropática crônica quando existe há dano real do sistema nervoso. Exemplo: Nervo periférico ou sistema nervoso central.   A dor neuropática periférica ocorre após dano ou alterações dos neurônios sensoriais. Algumas dores neuropáticas tais como a neuropatia diabética e neuropatia pós herpética, são desordens bem definidas nos quais os sintomas não são relacionados ao estimulo e as dores estão relacionadas ao periférico bem como o processamento central.

  • Trauma

Dor pós trauma central em que a dor e a hipersensibilidade ocorrem em uma parte do corpo devido à injúria que corresponde a parte do cérebro afetada pela lesão cardiovascular, isto é considerado uma síndrome de dor neuropática. Para esse tipo de neuropáticas a função está alterada devido à perda ou dano de tecido neuronal, provavelmente a causa desta condição de dor. Muitas pessoas apresentam essa dor central que é de difícil alívio e que provavelmente não irão se beneficiar de cirurgias ou manipulações nas periferias, mas eles podem beneficiar de uma abordagem especifica que é específica para o sistema nervoso central.

  • Recentes estudos na fibromialgia e dor

A fibromialgia pode ser considerada um prototípico de dor de desordem central, a qual a origem da dor ou é mantida em parte no sistema nervoso central.    Estudos de ressonância magnética foram feitos para ver a ativação cerebral em respostas a estímulos de dor. Incluíram pacientes com fibromialgia e dor lombar baixa crônica para visualizar a resposta a quantidades iguais de pressões mínimas. Dentro de grupo de Fibromialgia e dor lombar crônica 5 áreas de ativação neuronal dentro do córtex relacionadas à dor foram detectadas comparadas com somente uma nos controles. Outro estudo avaliou o padrão de ativação cerebral encontrados em pacientes com fibromialgia em resposta a similar pressão existiu 13 regiões de maior ativação no grupo de fibromialgia comparadas a uma do grupo sadio. Adicionalmente a medias pressões resulta em uma resposta subjetiva de dor, resposta cerebral no grupo fibromialgia que foram similares as respostas produzidas por duas vezes a pressão aplicada nos controles. Usando o mesmo exame eles avaliaram o volume da massa cinzenta nos pacientes com dores crônicas esqueléticas com significante diferença no volume de massa cinzenta que foram encontradas nos pacientes com osteoartrite antes da artroplastia de quadril comparados com controles saudáveis, especificamente na área do talamos entendida como iniciar um papel no processamento da dor central mostrou redução da massa cinzenta no grupo de osteoartrite, significantemente a comparação do volume de massa cinzenta logo após 9 meses da cirurgia e mostrou que o os níveis de redução do volume da massa cinzenta talâmica nos pacientes com osteoartrite, apresentam valores similares ao grupo controle saudáveis.  Isso sugere que a fibromialgia pode ter tanto fatores do sistema nervoso central como do dano tecidual.

  • O papel do stress e depressão na dor.

A associação entre o stress psico e psico social, depressão, e síndromes de dor crônica tem sido o tema de muitos estudos. A desordem do stress pós trauma tem sido diretamente relacionada à dor crônica. Uma revisão da literatura direcionada a associação entre a dor crônica e síndromes pós stress traumática encontrou alto grau de correlação que os autores sugeriram que os médicos que realizam avaliações diagnosticas para um transtorno, também deve avaliar a outro.

Um estudo avaliou paciente com fibromialgia, fadiga crônica, sintomas psiquiátricos, pacientes com fibromialgia que tiveram ambos os pontos gatilhos e dor de fusa foram significantemente mais propensas a terem uma prevalência maior de apresentar a síndrome do estress pós traumático. Outro autor avaliou pacientes atendidos na atenção primária e encontrou uma proporção significantemente maior em pacientes com desordem depressiva  maior relatando dor crônica do que aqueles sem depressão.

   O estudo e pacientes com fibromialgia e com sintomas depressivos, ou uma desordem depressiva e ativação neural no córtex primário e secundário nas áreas associadas à sensação e dor.  Esses foram confirmados em estudos recentes no qual os pacientes que apresentaram critérios para fibromialgia foram dados uma série para avaliar os sintomas de depressão e catástrofe e foram testadas as respostas do ponto de dor usando imagem de ressonância magnética. Esses resultados estabelecem uma correlação entre o conjunto de sintomas efetivos, mas não apresentaram correlação com os sintomas de dor e resposta ao ponto de pressão de dor. Então em vez de sugerir que não existe qualquer alinhamento entre o aspecto físico e mental da dor, resultados de ambos, resultam que duas redes de dores independentes existem para processarem a dimensão efetiva e censora da dor. Esses caminhos podem operar simultaneamente. O diagnóstico clínico da dor central para o pesquisador David Bowshr é relativamente simples. O paciente descreve a dor como uma queimação ou queimadura, menos freqüente como tiro facada e às vezes ambos ou uma dor e queimação é sentida mesmo aos estímulos frios ou a sensação dolorosa sentida à resposta a uma leve pressão, mas a pressão não é profunda. Quando os pacientes se queixam de dor “generalizada”, reservam o tempo para perguntar sobre depressão, ansiedade, fadiga, distúrbios do sono e dificuldades cognitivas em ordem para entender o que desencadeia os sintomas dos pacientes. Um terapeuta que reconhece a dor do paciente, o conjunto de sintomas e suas particularidades, podem acompanhar a dor, e utilizam uma abordagem multidisciplinar para o diagnostico e tratamento possivelmente terá melhores chances de produzir resultados mais eficientes.

Veja o artigo na íntegra com mais riqueza de detalhes: http://www.jfponline.com/Pages.asp?AID=10330

Fisioterapia Aquática

O ambiente aquático tem sido cada vez mais explorado para a realização de atividades físicas. Além das já populares natação e hidroginástica, é na água que pode ser desenvolvida uma das técnicas terapêuticas em expansão no país chamada hidrocinesioterapia ou fisioterapia aquática.

O tratamento constitui em um conjunto de métodos, fundamentados no movimento humano, cuja aplicação varia de pessoa para pessoa, podendo assim, no programa de tratamento, ser utilizada apenas a prática de exercícios terapêuticos na água, ou a associação deles à hidromassagem, à massoterapia ou a manipulações.

A determinação do programa é feita com base em exames do paciente e sua relação com a água. A avaliação dos movimentos funcionais é indispensável para o estabelecimento dos objetivos do tratamento e prognóstico idealizado, para então serem determinados os procedimentos hidrocinesioterapêuticos em escala progressiva, ressalta.

A hidrocinesioterapia é indicada para diversos casos, entre eles as fibromialgias, alterações posturais, bursites, artrites e seqüelas de Acidente Vascular Cerebral (AVC). Foram comprovados em pesquisas vários benefícios da fisioterapia aquática, destacando-se entre eles o aumento da amplitude do movimento, a diminuição da tensão muscular, melhora na circulação, equilíbrio, bem como incremento na força e resistência muscular.

As sessões de fisioterapia aquática podem ser feitas em grupo ou individualmente. Por ser a alta temperatura positiva em muitos processos patológicos, na maioria dos casos, o tratamento é realizado em piscinas aquecidas, entre 32ºC e 34ºC. Muitos efeitos terapêuticos benéficos são obtidos com a imersão na água aquecida, como o relaxamento e redução do impacto e da agressão sobre as articulações.

Uum programa de fisioterapia aquática pode representar um grande incremento no tratamento de doenças, proporcionando uma melhora mais rápida e com menor risco de intercorrências decorrentes do impacto, como microlesões articulares e dores musculares. Os resultados das pesquisas comprovam que a hidrocinesioterapia conseguiu influenciar na melhora da qualidade de vida e no aumento da aptidão física. Além disso, há um aumento do relacionamento social e da auto-estima dos indivíduos, garante.

Gostaria de ressaltar que existem contra-indicações ao tratamento, como trombose venosa profunda, feridas infectadas, infecções de pele e gastrointestinais. E alertar que pessoas com problemas cardíacos severos e hipo ou hipertensão descontrolada devem receber acompanhamento especial.

Fisioterapia

Dores nas costas? Como a fisioterapia pode ajudar você.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) todas as pessoas em algum momento de suas vidas, sofrerão de dores nas costas em diferentes graus, ou seja, umas mais intensamente e outras nem tanto. A origem destas dores têm diversos motivos, dentre os principais: má postura, desgaste de uma articulação, movimentos bruscos, inflamações, carregar peso em excesso, obesidade, falta ou excesso de atividade física, atitudes repetitivas entre outros tantos que, se não tratados de maneira adequada, podem agravar ainda mais a situação.

O tratamento destas dores consiste, primeiramente, em uma consulta a um profissional especializado, médico ou fisioterapeuta que realizarão testes, e solicitarão exames para detectar a causa, o grau de acometimento e a localização exata da dor. Em seguida irão estabelecer um programa de reabilitação adequado a cada pessoa visando a diminuição da dor e o aumento da flexibilidade e da força dos músculos responsáveis pela manutenção da boa postura.

A fisioterapia age como coadjuvante no tratamento dessas dores, inclusive com foco na prevenção. Alongamento e fortalecimento da musculatura responsável pelo sustento da coluna, realinhando assim as estruturas que podem estar comprometidas, diminuindo aquela sensação de “queimação” e “pinçada”.

Além disso, a fisioterapia leva a uma reeducação da postura, sendo que o fisioterapeuta ensina ao paciente exercícios e alongamentos de fácil execução – que podem ser realizados em casa pelo próprio paciente – e ainda dá sugestões importantes quanto a execução adequada das atividades diárias como melhores posturas para trabalhar, sentar, carregar peso, dormir e até a maneira ideal para se exercitar.

As dores nas costas são um problema comum entre as pessoas. Solucioná-la ou amenizá-la requer persistência e disciplina de quem sofre com ela e, depende também, de uma boa orientação dos profissionais da saúde.