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Asma e Exercício

Na asma, expirar é mais difícil do que inspirar, ar aprisionado nos pulmões provoca sensação de falta de ar.
Os principais sintomas além da falta de ar são chiado, tosse e sensação de “aperto no peito”. Às vezes, a pessoa que sofre da doença pode apresentar somente tosse.
Em alguns casos, os sintomas aparecem exclusivamente quando o indivíduo faz algum exercício físico ou até mesmo quando ri muito. É importante salientar que a ausência de sintomas não significa que o asmático esteja sem a presença de obstrução ou inflamação em seus brônquios. Os exercícios respiratórios recomendados para esses pacientes têm por objetivo melhorar as funções ventilatória e respiratória.
As atividades físicas motoras são importantes para a saúde física e mental dos pacientes de todas as idades. São essenciais para as crianças, pois proporcionam as experiências básicas de movimento, importantes no seu desenvolvimento
Na adolescência, geralmente as atividades esportivas são mais intensas e competitivas; para a terceira idade, a dança e esportes, mas o asmático muitas vezes sente-se menos capaz, por falta de prática e não por incapacidade física.
A participação regular em programas de atividades físicas pode aumentar a tolerância ao exercício e a capacidade de trabalho, com menor desconforto, redução de bronco-espasmo e uma melhor qualidade de vida.
A orientação adequada proporciona também uma série de benefícios, entre eles a melhora da mecânica respiratória, prevenção e correção de alterações posturais, melhora da condição física geral e prevenção de outras complicações pulmonares. A medicação e os cuidados com o ambiente também devem ser feitos.
Isso vale principalmente para as crianças, pois caso elas não tenham a doença controlada, não são capazes de acompanhar e se beneficiar de um programa de exercícios físico.

Asma e os Atletas

Poluição faz atlétas alérgicos aumentarem cuidados em Pequim

A atleta olímpica Athanasia Tsoumeleka, ouro em Atenas-2004 na marcha de 20 km, gostaria que os Jogos Olímpicos de 2008 fossem disputados em outro lugar. Em sua preparação para Pequim, ela tem uma preocupação a mais. A atmosfera da capital chinesa reúne um verdadeiro “coquetel anti-energético”, misturando poluição, umidade e calor, ingredientes que podem diminuir o desempenho dos atletas durante a competição.

“Para ser honesta, preferiria que o evento fosse realizado em outro lugar”, disse a atleta, de 26 anos, nesta quinta-feira. Segundo Tsoumeleka, como sofredora de asma ela sente com intensidade a diferença na qualidade do ar em Pequim.

Segunda a corredora grega, ela não será a única a perceber a poluição. “Todas as meninas vão sofrer. O ar engole os atletas”, exclamou.

Pequim está entre as cidades mais poluídas do mundo. Mesmo com o investimento de US$ 17,3 bilhões na limpeza pública durante a última década, a qualidade do ar continua sendo uma preocupação. Autoridades chinesas se comprometeram em reduzir o número de carros rodando durante os Jogos Olímpicos, entre 8 e 24 de agosto, mas os atletas se mantêm apreensivos.

A poluição da cidade assombra outras figuras no mundo esportivo, como o etíope bicampeão olímpico Haile Gebrselassie, asmático, que deixou a competição da maratona por temer que o ar sujo possa prejudicar sua saúde.

O Comitê Olímpico Internacional afirmou que vai transferir competições que requeiram mais de uma hora de atividade física caso a qualidade do ar no dia não seja satisfatória.

Medicação intensificada
“Adeqüei minha medicação e tratamento, além de adicionar um remédio nasal para reduzir o risco de um ataque de asma”, afirmou Tsoumeleka. A atleta vai usar uma máscara durante sua estadia para evitar a inspiração de partículas sólidas.

Segundo a Academia Européia de Alergiologia e Imunologia Clínica, o número de atletas com asma é maior do que o imaginado. Estudos demonstram que 20% dos participantes destas Olimpíadas são asmáticos, incluindo ciclistas, nadadores e corredores. Porém o montante real de portadores de alergias pode ser três vezes maior que o apontado, pois muitas pessoas desconhecem o fato de serem alérgicos.

Muitas delegações olímpicas estão examinando seus atletas para descobrir a existência de asmáticos.

Tsoumeleka diz que sua preparação tem sido tranqüila, no entanto. A atleta espera chegar entre as oito melhores na marcha. “Antes eu sentia a pressão de ter que vencer novamente. Agora não penso mais nisso”, revelou. Em Atenas, quando foi medalha de ouro pela segunda vez, a corredora fez o percurso da prova em 1h29min12s.

(fonte: uol olimpíadas)

Cuidados de Saúde

Hupes inaugura novo serviço de Pneumologia

 

Salvador – As enfermidades respiratórias são responsáveis por grande parte dos internamentos hospitalares na área do Sistema Único de Saúde (SUS). Pensando nisso, o Complexo Hospitalar Universitário Professor Edgard Santos (Hupes), inaugura moderno espaço para tratamento dessas doenças, no próximo dia 21, às 10h, no 2º andar do Ambulatório Magalhães Neto. O atendimento de cerca de 800 pacientes por mês já acontecia no Centro de Enfermidades Respiratórias (CER) – considerado referência na Bahia. O novo espaço, mais amplo e confortável compreende seis consultórios, salas de espera, recepção, arquivos e novos equipamentos para avaliação da capacidade respiratória, dois laboratórios de Citologia e Escarro Induzido, salas para a realização de pHmetria Esofágica e Reabilitação Pulmonar que são pioneiros em serviço público de saúde na Bahia.

 

As infecções agudas do sistema respiratório, incluindo gripes, resfriados e pneumonias são principais causas de mortalidade infantil nos países em desenvolvimento. Do ponto de vista das manifestações crônicas, a asma e a Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) são as mais preocupantes. Essas doenças são perfeitamente controláveis quando o paciente recebe assistência adequada e adota os cuidados preventivos recomendados, particularmente a interrupção do hábito de fumar, explica o coordenador do serviço, o professor , Antonio Carlos Lemos..

 

O novo serviço vai incorporar o Núcleo de Tratamento Antitabagismo, o Centro de Reabilitação Pulmonar e o Centro de avaliação de Asma de Difícil Controle. Estão sendo incorporados, também, os Laboratórios de Citologia e de Coleta de Escarro induzido para avaliar inflamação das vias aéreas, e o exame de broncoprovocação importante para avaliação do asmático e do tossidor crônico. Tais programas contam com o apoio do Sistema Único de Saúde nos seus diferentes níveis federal, estadual e municipal. Todos eles estão inseridos numa proposta que integra assistência, ensino e pesquisa suscitando oportunidades de aprendizado para alunos dos cursos da graduação, pós-graduação, mestrado e doutorado. Mais informações: 3339-6106 / 9143-8662

Alimentação e Asma

Amendoins podem vir a provocar asma durante a gravidez

Investigadores holandeses afirmam que as grávidas que consomem amendoins frequentemente durante o período de gestação aumentam a probabilidade dos filhos virem a ter asma

Cerca de 4 mil mulheres grávidas realizaram questionários sobre o tipo de dietas que faziam, tendo as suas crianças sido acompanhadas posteriormente durante um período de 8 anos.

Os resultados sugeriram que a presença de certos alergéneos podia aumentar a probabilidade da criança de vir a sofrer de asma em 50%. O estudo revelou ainda que as grávidas que consumiam uma maior quantidade de fruta apresentavam uma taxa inferior de crianças que vieram a desenvolver a doença.

Não existem ainda certezas quanto aos factores que, durante a gravidez, levam certas crianças a desenvolverem asma enquanto outras não.

No entanto, sabe-se que a doença tem fortes ligações familiares, o que sugere que possa ser hereditária, embora o meio ambiente também represente um papel importante.

“Ainda é cedo para fazer recomendações no sentido de evitar o consumo de amendoins e certos tipos de nozes, mas é certo que as grávidas devem comer de uma forma saudável, e o que é certo é que nenhum tipo de comida em excesso se torna benéfica”,

Fisioterapia Respiratória

Fisioterapia Respiratória

A Fisioterapia Respiratória é muito ampla na prática profissional e atua no tratamento de pacientes de todas as idades com distúrbios pulmonares agudos ou crônicos. Pode ser realizada em ambientes hospitalares, no pré e pós operatório de diversas cirurgias, em Unidades de Terapia Intensiva, clínicas particulares, ambulatórios, centro de assistência e reabilitação e até mesmo na casa do paciente quando se fizer necessário.

Suas principais metas são:

Prevenir o acúmulo de secreções nas vias aéreas, que interfere na respiração normal;

Favorecer a eficácia da ventilação;

Promover a limpeza e a drenagem das secreções;

Melhorar a resistência e a tolerância à fadiga, durante os exercícios e nas atividades da vida diária;

Melhorar a efetividade da tosse;

Prevenir e corrigir possíveis deformidades posturais, associadas ao distúrbio respiratório;

Promover Suporte Ventilatório adequado, bem como sua retirada, em pacientes internados nas Unidades de Terapia Intensiva.

A Fisioterapia Respiratória tem grande indicação nos casos de pacientes com crises repetidas de asma e bronquite, principalmente se ocorre intensa produção de secreção dentro dos brônquios, situação essa que poderia levar a quadros associados de pneumonia. A asma, também conhecida como bronquite asmática ou bronquite alérgica acompanha-se de uma inflamação crônica dos brônquios e sintomas como: falta de ar, aperto no peito, cansaço, chiados e tosse persistente. Ocorre em cerca de 10% da população brasileira, sendo mais frequente em crianças.

A asma e a bronquite causam obstrução brônquica, dificultando a saída do ar de dentro dos pulmões. O papel do fisioterapeuta é justamente fazer a desobstrução brônquica. “Assim que é diagnosticada a asma ou bronquite, é importante que a pessoa procure este especialista para fazer a sua reeducação respiratória, através dos exercícios de relaxamento, postura e o uso do inalador. Isso ameniza muito as crises, diminuindo também a incidência de processos infecciosos pulmonares”.

O fisioterapeuta também tem um papel fundamental no auxílio às pessoas com seqüelas respiratórias causadas por uma forte pneumonia. Nesses casos, pode ocorrer derrame na pleura (“capa”que envolve os pulmões), isto é, um acúmulo de secreção ou água no local. A Fisioterapia Respiratória, através de ventilação e exercícios próprios, chega a atingir 100% de regressão e melhora desse tipo de quadro clínico.

Na UTI, a Fisioterapia Respiratória tem um caráter mais dinâmico e objetivos diferentes. Auxilia na manutenção das funções vitais, através da prevenção e/ou tratamento das doenças cardio-pulmonares, circulatórias, reduzindo assim a chance de possíveis complicações e o tempo de ocupação do leito. Cabe também ao fisioterapeuta, na admissão do paciente em UTI, adequar o suporte ventilatório necessário, através da instalação imediata de oxigenoterapia e ventilação mecânica.