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Crises alérgicas aumentam durante o inverno

Durante o inverno, as crises alérgicas tornam-se mais comuns. A doença, que atinge principalmente crianças e idosos, é uma reação de defesa do organismo contra substâncias inofensivas e está relacionada a fatores ambientais e climáticos.

Partículas de pó, pólen e pêlos de animais domésticos podem causar alergias. No sistema respiratório, a enfermidade se manifesta como rinite ou asma.

Segundo a alergista e coordenadora de Atenção Secundária do Núcleo de Estudos da Saúde do Adolescente da Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro), Katia Telles Nogueira, a alergia respiratória pode ser causada por uma série de circunstâncias.

- Nesta época do ano, há um aumento de pacientes com rinite alérgica e asma. Esse número está relacionado com a mudança brusca da temperatura e o acúmulo de poeira e mofo. O inimigo público número um dos alérgicos é o ácaro, que está presente na poeira domiciliar. As baratas e os fungos também são provocadores da doença. Odores fortes, perfumes e animais domésticos, principalmente gatos, também provocam crises alérgicas – explica Kátia, que é doutora em Saúde Coletiva.

A bronquite alérgica ou asma pode causar opressão e chiados no peito, cansaço e tosses acompanhadas de secreção. A rinite provoca espirros repetidos, coriza, mucosa e coceira nasal, alteração de olfato e paladar, olhos irritados e sensação de escorrimento da secreção.

Testes de pele e exames de sangue ajudam a identificar rinite e asma, que são doenças crônicas e genéticas. Os tratamentos, que devem ser feitos ao longo de toda a vida do alérgico, são realizados para amenizar os sintomas dessas enfermidades. Mas não há cura. Os pacientes devem controlar a doença através de medicamentos, vacinas e cuidados com o ambiente.

Manter o ambiente limpo e arejado são precauções que os alérgicos devem tomar sempre. Os pacientes precisam identificar os principais fatores que causam suas crises e evitar entrar em contatos com essas substâncias. Encapar colchões e travesseiros, passar pano úmido em todo o ambiente, evitar usar produtos químicos nas limpezas diárias e não fumar são alguns dos cuidados básicos que um alérgico deve ter.

- Metade do tratamento é o controle do ambiente.

Uma casa bem arejada e sem animais domésticos é importante para amenizar as crises alérgicas.

Pensando na população em geral, um animal doméstico vem, muitas vezes, como um ganho psíquico. Mas acaba prejudicando a saúde do alérgico. Um gato e um doente não podem conviver na mesma casa – afirma a médica.

http://www.atribunanews.com.br/news.php?newsid=10210

Estudo liga trovoadas a crises de asma

Relação que parece absurda foi comprovada por pesquisas médicas.
Motivo ainda é desconhecido, afirmam especialistas.

Trovoadas podem desencadear ataques de asma.

A maioria das pessoas com asma sabe que fumaça, bolor e substâncias químicas no ar podem acionar ataques de asma. Mas trovoadas? Essa é uma relação que cientistas estudaram por anos. E é uma relação absurda, já que se acredita que as trovoadas limpam o ar. Ainda assim, quase todos os estudos que analisarem essa ligação descobriram que ela existe e é forte.

O estudo mais recente, publicado no jornal “Thorax”, é talvez o mais completo deles. Foi conduzido por uma equipe de climatologistas e epidemiologistas que observaram mais de 10 milhões de visitas a salas de emergências em 41 hospitais durante um período de 11 anos em Atlanta, Estados Unidos. Dos 215.832 pacientes atendidos em salas de emergências para tratar asma, a equipe descobriu que 28.350 deles procuraram o hospital um dia após a ocorrência de trovoadas, um incidente pelo menos 3% mais alto do que em dias sem trovoadas. Os números aparentemente podem não representar muita coisa, mas em uma cidade com milhões de pessoas, isso pode se traduzir em milhares de casos – e possivelmente muitas mortes.

Vários outros estudos ao longo dos anos também descobriram picos no número de casos após tempestades. A causa ainda é um mistério, mas cientistas acreditam que as trovoadas podem espalhar poluentes, espalhar partículas que induzem a asma e fragmentar sementes de pólen, fazendo com que elas fiquem pequenas o suficiente para penetrar nas vias aéreas.

Ataques de asma podem ser desencadeados por trovões.

http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia

Observando o texto acima, fiquei pensando nos possíveis mecanismos para o desencadeamento de uma crise de asma por trovões. Quais seriam estes mecanismos?

1 – Os trovões provocam medo e ansiedade (existem estudo que mostram uma grande relação asma- ansiedade) assim desencadeando a crise?

2- Ou sera pelo mesmos motivos citados acima, aumentando os batimentos cardíacos, liberando adrenalina ocasionando uma broncoconstrição?

3- Para espalhar pólen e grande quantidade de poeira seria a pessoa estar ao ar livre (na tempestade) e que este ar seja seco, não acompanhado de chuva. Em ambiente fechado onde a pessoa possa esta somente olhando e ouvindo as trovoadas acredito que seja por fatores emocionais (medo, pânico , ansiedade etc). Qual seria a situação mais favorável?

Os profissionais de diferentes áreas ( em especial da saúde) que conhecem, gostam do assunto ou das pessoas ja passaram por uma experiencia como esta e gostaria de deixar o seu comentário. Aproveitem! Deixe o seu recado.

Dieta ajuda a controlar a asma

O elevado consumo de hortofrutícolas, azeite e peixe ajuda a controlar a asma, conclui um estudo realizado por investigadores da Universidade do Porto.

No documento, as faculdades de Medicina e de Ciências da Nutrição daquela Universidade sustentam que a dieta mediterrânica reduz em 80 por cento o risco dos asmáticos terem a doença mal controlada.

De acordo com o estudo conjunto dos investigadores das duas faculdades com o Serviço de Imunoalergologia do Hospital de S. João, a dieta caracterizada pelo elevado consumo de hortofrutícolas, leguminosas, cereais inteiros, frutos secos, azeite e peixe é um cocktail de componentes potencialmente protectores na asma.

Àquele tipo de alimentos junta–se o consumo moderado de lacticínios, álcool e consumo reduzido de carnes vermelhas e processadas. “Sabe-se que este tipo de dieta previne a asma e a rinite alérgica nas crianças, mas desconhecia-se até agora o impacto deste padrão alimentar nos adultos”, acrescenta o estudo, que visou, precisamente, perceber os efeitos desta dieta na asma de adultos. Foi ainda avaliada a função respiratória e sintomas da asma em 174 adultos com uma média de 40 anos.

APONTAMENTOS

FRUTA E ÁLCOOL

O estudo conclui que os asmáticos que tinham a doença controlada (23 por cento) ingeriam maiores quantidades de fruta fresca e menores quantidades de álcool.

BENEFÍCIOS DA DIETA

Os investigadores descobriram que a adopção de um estilo de alimentação mediterrânico está associado a uma redução de 78 por cento do risco de ter a doença não controlada, independentemente do género, idade, escolaridade, ingestão calórica total e medicação inalada.

ANTIOXIDANTES

A tradicional dieta do Sul da Europa e Bacia do Mediterrâneo é conhecida por possuir propriedades antioxidantese anti-inflamatórias que promovem um melhor controlo de diversas doenças consideradas crónicas.

PESSOAL VALE A PENA LEMBRAR QUE UMA DIETA SAUDÁVEL E EQUILIBRADA NÃO É SOMENTE UMA QUESTÃO DE MANTER O CORPINHO (ESTÉTICA), MAS DE SAÚDE. A ASMA É UMA DOENÇA QUE NÃO TEM CURA, MAS TEM CONTROLE E MUITAS VEZES LEVAM AS PESSOAS A ÓBITO. ENTÃO, ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL JÁ.

Asma e os Atletas

Atletas de alta competição com elevado risco de asma

Com receio das entidades anti-doping muitos não estão a ser devidamente medicados

Um estudo internacional no qual participaram investigadores do Serviço de Imunologia da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP) e do Serviço de Imuno-Alergologia do Hospital S. João demonstrou que os atletas de alta competição têm um risco muito elevado de sofrerem de asma. Os praticantes de desportos de resistência (como maratonistas, ciclistas e nadadores) são os mais atingidos, demonstra o trabalho publicado em Junho na revista científica «Allergy».

Tem vindo a registar-se um aumento no número de atletas que apresenta queixas respiratórias e que têm necessidade de tomar fármacos para alívio da sintomatologia da asma. Embora esta medicação possa e deva ser prescrita aos atletas (desde que a doença e a toma dos fármacos seja devidamente notificada às entidades de controlo anti-doping), muitos atletas resistem a adoptar o tratamento por este possuir substâncias que constam da lista de produtos proibidos.

Contudo, os medicamentos de alívio dos sintomas da asma, como os beta-agonistas inaláveis, não melhoram o desempenho de atletas saudáveis, servindo apenas para restabelecer a capacidade de respirar daqueles que são afectados por asma brônquica.

Preocupados com o subdiagnóstico e o subtratamento da asma – que parece resultar da dificuldade de estabelecer o diagnóstico e do receio da medicação – a Academia Europeia de Alergologia e Imunologia Clínica e a Sociedade Respiratória Europeia criaram uma Task Force, com a qual a equipa da FMUP colabora, com o objectivo de estabelecer critérios de diagnóstico e normas de tratamento da asma e das alergias entre os atletas de topo.

Os cientistas relacionam a elevada prevalência de asma entre os atletas de alta competição com os largos períodos que estes desportistas passam com ventilação aumentada. O aumento da ventilação é um resultado natural da prática de exercício físico muito exigente, por longos períodos de tempo. Certos factores ambientais também promovem o aparecimento de asma nos atletas, como a exposição a ar muito frio durante os treinos, a exposição a substâncias poluentes como os derivados de cloro e as substâncias usadas na manutenção de ringues de gelo indoor, ou mesmo o pólen nos doentes alérgicos.

Está provado que a prevalência da asma aumenta com a idade e os anos de competição. Também a rinoconjuntivite alérgica conhecida no meio desportivo como “nariz de atleta” regista uma prevalência nos desportistas muito maior do que a encontrada na população em geral. O diagnóstico de rinite ou rinoconjuntivite alérgica deve deixar os médicos alerta para a possibilidade de existir asma concomitantemente. Quando não tratada, a rinoconjuntivite obriga o desportista a respirar continuamente pela boca, não aquecendo o ar, o que fomenta a inflamação das vias aéreas e a sintomatologia da asma.

Queixas comuns

As queixas respiratórias após a prática de exercício intenso são relativamente comuns, mas nem todas resultam da existência de asma, podendo ser uma tarefa bastante difícil destrinçar a asma induzida por exercício das limitações fisiológicas respiratórias que advêm de uma carga de exercício físico demasiado elevada.

O grupo de cientistas que promoveu este trabalho apela à necessidade de os atletas com queixas respiratórias serem devidamente avaliados e diagnosticados. Caso se confirmem as suspeitas de asma induzida por exercício, os atletas devem iniciar uma terapêutica adequada, para que consigam competir ao seu melhor nível, sem sofrerem as limitações de desempenho que a asma impõe.

O desporto não está contra-indicado nos asmáticos, pelo contrário: há evidência científica de que os asmáticos beneficiam da prática de exercício físico. O panorama encontrado entre os desportistas de elite tem que ver com as condições extremas de treino a que estão sujeitos e com certos irritantes aos quais estão continuadamente expostos (um nadador inala, por dia, uma quantidade maior de derivados de cloro do que o máximo permitido por lei em ambiente laboral, por exemplo). Mesmo assim, a asma nestes atletas pode ser controlada com a medicação e o acompanhamento certo.

Há muitos asmáticos entre os atletas de alta competição. Recorde-se os exemplos de Alberto Chaíça (maratona), Paula Radcliff (maratona) e Nuno Marques (ténis).

 

Alergias Respiratórias e Poluição Ambiental

Vários estudos epidemiológicos mostram uma forte correlação entre poluição atmosférica e doenças alérgicas respiratórias como a asma, sobretudo nos grandes centros urbanos.
Nas cidades poluídas no norte da Suécia, a chance de apresentar teste alérgico positivo é 70% maior entre crianças de 11 anos, quando comparadas com aquelas que vivem nas regiões menos poluídas do país. No Brasil, um estudo recente, comparando dois grupos de crianças de escolas públicas em São Paulo e Atibaia, mostrou que a sensibilização a ácaros e a outros alérgenos foi maior em São Paulo (47,5%) do que em Atibaia (25%).
De modo geral, trabalhos como os citados indicam que a combinação de poluentes do ar aumenta a reatividade das vias respiratórias, promovendo maior sensibilização nas pessoas predispostas à alergia, que poderão desenvolver rinite e asma. Entretanto, a relação entre poluição atmosférica e doenças alérgicas permanece ainda controversa, pois não tem sido unânime entre os autores observar diferenças na presença de alergias entre áreas com maior e menor índice de exposição à poluição, mostrando mais uma vez que as alergias são doenças multifatoriais, ou seja, existem vários fatores envolvidos no seu aparecimento. Discussões à parte, apesar do mecanismo envolvido não estar bem esclarecido, a poluição atmosférica sem dúvida nenhuma agrava as doenças alérgicas e respiratórias como a asma.