Doenças Pulmonares x Mortalidade

Doença pulmonar mata aproximadamente 85 brasileiros por dia

Durante os cinco dias do Congresso Brasileiro de Pneumologia e Tisiologia, realizado entre os dias 21 e 25 de novembro, provavelmente 425 brasileiros morreram vítimas de doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC). Esse índice corresponde à média diária de 85 óbitos no Brasil por causa de asma grave, enfisema pulmonar e bronquite crônica.

A DPOC é a nova nomenclatura para classificar a bronquite crônica e o enfisema pulmonar. Segundo o Consenso Brasileiro de DPOC, discutido durante o congresso, a doença afeta cerca de 5,5 milhões de pessoas no país. E dados da Organização Mundial de Saúde revelam que ela atinge cerca de 300 milhões de pessoas em todo o mundo – uma morte a cada 11 segundos -, o que a posiciona como uma das principais causas de mortes.

Fumantes e ex-fumantes, principalmente acima dos 40 anos, representam 90% dos pacientes. E, por seu caráter progressivo, a doença pulmonar pode se manifestar mesmo em quem já abandonou o cigarro. Além do tabagismo, outras causas comuns são: exposição à poluição, poeira, combustíveis domiciliares (carvão e lenha, por exemplo), além de características genéticas.

A lesão pulmonar causada pela condição é irreversível e pode trazer dificuldades para o paciente, até mesmo para a realização de tarefas rotineiras como tomar banho, subir e descer escadas, caminhar, conversar, alimentar-se ou vestir-se. Porém, com diagnóstico precoce e tratamento adequado, é possível controlar os sintomas e proporcionar ao paciente uma vida normal.

De acordo com o presidente da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia, a DPOC é uma doença silenciosa durante muitos anos. “Os pulmões têm uma grande reserva funcional, de modo que a falta de ar só começa a aparecer quando o indivíduo já perdeu 40% a 50% de sua capacidade pulmonar. Vem daí a importância do teste de função pulmonar. A doença detectada mais precocemente pode ser mais facilmente tratada e pode-se interromper sua progressão”, explica.

O primeiro passo é eliminar ou reduzir a contínua irritação pulmonar. Existem hoje tratamentos farmacológicos capazes de ajudar a tratar a DPOC e a controlar os principais sintomas, além de terapias complementares, como o programa de exercícios de reabilitação pulmonar e a oxigenoterapia, que ajudam a diminuir os sintomas da doença, tornando o dia-a-dia mais fácil, e a prevenir complicações dos pacientes em estado grave.

fonte:http://www.opantaneiro.com.br/noticias/online.asp?id=78710

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Alergias do Verão

Especialistas alertam sobre alergias de verão

Dias quentes e roupas leves caracterizam a estação mais esperada do ano: o verão. Para aproveitar os próximos meses de sol, alguns cuidados especialmente em casa podem minimizar os sintomas de alergia e irritação, principalmente aos mais sensíveis a essas situações, como os asmáticos.

Um grande aliado no combate às alergias é o próprio sol. Para evitar o nariz escorrendo e os olhos irritados, além de possíveis crises de asma, o verão é a época certa para tirar cobertores, tapetes e casacos de dentro do armário e arejá-los. Lavar e deixá-los ao sol evita a proliferação de ácaros, grandes vilões da saúde respiratória.

A limpeza é outra poderosa ferramenta das pessoas com dificuldades respiratórias como a asma, afirma a pneumologista.

“O controle ambiental envolve ações simples e está principalmente focado no quarto do paciente alérgico, onde a limpeza deve ser feita diariamente. São importantes medidas limpar a casa com um pano úmido, sem utilizar desinfetantes ou outros produtos com cheiro forte; deixar os cobertores e roupas tomando sol, e se possível substituir cobertores por edredons, que são mais fáceis de lavar; usar capas protetoras para travesseiros e colchões; guardar bichinhos de pelúcia em sacos plásticos transparentes, mesmo que fiquem expostos nas estantes, trocando os plásticos a cada dois meses aproximadamente; e evitar carpetes”.

Outras dicas interessantes são trocar as cortinas por persianas, mais fácies de lavar, e evitar animais domésticos dentro de casa, especialmente nos quartos, pois as substâncias alergênicas dos gatos são bastante persistentes e podem permanecer no ambiente até seis meses após a retirada do animal.
“A casa inteira deve estar bem limpa e arejada, especialmente o quarto de dormir, afinal, é o lugar onde passamos grande parte do tempo. Os colchões devem ser tirados e batidos para retirar a poeira, pois é um dos locais com maiores concentrações de ácaros”, afirma a pneumologista.

Fonte: http://www.oserrano.com.br/mais.asp?tipo=Local&id=7838

Crianças x Asma

As crianças nascidas de cesariana podem ser mais propensas a desenvolver asma do que os nascidos de parto normal, segundo um estudo holandês realizado com cerca de 3.000 crianças, que será publicado na edição desta semana da revista especializada Thorax.

O número de crianças que sofrem de asma aumentou consideravelmente nas últimas décadas, principalmente nos países industrializados.

Paralelamente, a proporção de partos por cesárea aumentou na maioria dos países desenvolvidos, passando de 5% nos anos 1970 para mais de 30% em 2000 em certas regiões do mundo.

Caroline Roduit e seus colegas do Instituto holandês da Saúde e do Meio ambiente durante 8 anos 2.917 crianças nascidas entre maio de 1996 e dezembro de 1997 na Holanda. Deste total, 247 (8,5%) eram nascidas por cesariana. A Holanda tem taxa de natalidade por cesariana fraca em relação aos demais países ocidentais.

No total da população estudada, 12,4% das crianças tiveram asma aos oito anos de idade.

Os pesquisadores mostraram que as crianças nascidas de cesárea tinham risco maior de ter asmas, com mais probabilidade ainda entre as crianças cujos pais eram alérgicos e que tinham portanto uma “predisposição” a esta doença. O risco era multiplicado por dois entre as crianças com um dos pais alérgicos e por três entre as crianças com os dois países alérgicos.

“Nossos resultados destacam a importância das interações entre fatores genéticos e ambientais no desenvolvimento da asma entre as crianças”, indicaram os pesquisadores.

“O aumento do percentual de cesárea é parcialmente devido ao pedido das mãos, sem razões médicas”, destacaram os pesquisadores. “Elas devem ser informadas sobre o risco de asma para suas crianças, particularmente quando os países têm antecedentes de asma ou alergia”, concluíram.

 

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Asma e a Amamentação


Bebes que amamentam durante seis primeiros meses de vida ficam protegidos contra a asma, afirmam pesquisadores da universidade de Sunderland, na Inglaterra. Além de evitar as crises, a amamentação ajuda a diminuir a incidência de asma em crianças que estão acima do peso, conforme publicação Science.
Foram avaliadas sete mil crianças com idades de t6 a 12 anos. O resultado da avaliação apontou uma redução significativa da incidência de asma naqueles que haviam sido amamentados durante seis meses seguidos. O efeito protetor foi ainda maior nos meninos.
Bebes que se alimentam apenas do leite materno nos primeiro seis meses de vida tem menos asma, rinite e eczema. As crianças com asma que foram amamentadas na primeira infância , quando entraram em crise, tinham uma forma menos severa da doença e melhoravam rápido do que aqueles que nunca haviam sido amamentados – explica o coordenador da pesquisa britânica.
De acordo com o pesquisador, a amamentação traz uma serie de benefícios tanto para o bebe como para a mãe, e, nos casos das alergias, ela é fundamental para prevenir uma serie de distúrbios respiratórios e cutâneos. Segundo dados da pesquisa, o efeito protetor do leite materno foi significativo principalmente nas crianças amamentadas até nove meses de idade, mas a proteção já acontece em bebes que amamentaram até os quatro meses.
A amamentação é o antialérgico mais barato que existe. A pesquisa comprova que quanto mais longo o período da amamentação, mais protegida a criança ficara contra uma série de doenças- diz o estudo.
O estudo também avaliou a relação entre  o excesso de peso e a asma em crianças. Como era esperado pela equipe, aquele com um índice de massa corporal acima da média tinham mais problemas respiratórios (falta de ar, chiados, tosse e asma por esforço) do que as no peso ideal para a idade.

Fumo Passivo

De acordo com informações obtidas junto à Sesau, os males do tabagismo passivo vão de irritação nos olhos, tosse, dor de cabeça e aumento dos problemas alérgicos e cardíacos até efeitos de médio e longo prazo: pesquisas nacionais e internacionais indicam que os fumantes passivos têm um risco 23% maior de desenvolver doença cardiovascular e 30% mais chances de ter câncer de pulmão. Além disso, têm mais propensão a asma, redução da capacidade respiratória, 24% mais chances de ter infarto do miocárdio e maior risco de artereosclerose.

Crianças expostas à fumaça do tabaco também podem desenvolver doenças cardiovasculares quando adultas, infecções respiratórias e asma brônquica. Os filhos de gestantes que fumam apresentam o dobro de chances de nascer com baixo peso e 70% de possibilidades de sofrer um aborto espontâneo; 30% podem morrer ao nascer. Durante o aleitamento, a criança recebe nicotina por meio do leite materno. A substância produz intoxicação, podendo ocasionar agitação, vômitos, diarréia e taquicardia, principalmente em mães fumantes de 20 ou mais cigarros por dia.

É proibido fumar!

Para garantir o bem estar e a saúde da população, principalmente dos não-fumantes, foi criada a Lei Federal 9.294/96, que é regulamentada pelo Decreto n° 2.018/96. A Lei dispõe sobre as restrições ao uso e à propaganda de cigarros, proibindo o fumo em ambientes fechados de uso coletivo, como instituições públicas e privadas, a não ser em área destinada exclusivamente a esse fim, devidamente isolada e com arejamento conveniente.

A Secretaria do Estado de Saúde (Sesau), por meio do Programa de Tabagismo tem atuado na capacitação dos funcionários de restaurantes quanto à forma de lidar com os clientes na hora de informá-los sobre a proibição de se fumar dentro do ambiente.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) reforça a necessidade e a importância da obrigatoriedade de se ter ambientes totalmente livres de fumo. Para isso, a OMS aponta sete razões:

1 – O tabaco mata e provoca doenças graves;

2 – Um ambiente 100% livre de tabaco protege totalmente a população dos riscos graves da exposição ao fumo desta substância;

3 – O direito ao ar puro faz parte dos Direitos Humanos;

4 – Estatísticas revelam que a proibição de fumar é apoiada tanto por fumantes como por não-fumantes;

5 – Ambientes sem fumaça de tabaco são tão bons para negócios como para famílias com crianças;

6 – Ambientes sem fumaça dão aos fumantes que estão tentando deixar de fumar um incentivo para fazê-lo;

7 – Ambientes sem fumaça ajudam a prevenir, principalmente os mais jovens, de se iniciarem como fumantes.

Fonte:http://www.ogirassol.com.br/pagina.php?editoria=Estado&idnoticia=1547