Alergias do Verão

Especialistas alertam sobre alergias de verão

Dias quentes e roupas leves caracterizam a estação mais esperada do ano: o verão. Para aproveitar os próximos meses de sol, alguns cuidados especialmente em casa podem minimizar os sintomas de alergia e irritação, principalmente aos mais sensíveis a essas situações, como os asmáticos.

Um grande aliado no combate às alergias é o próprio sol. Para evitar o nariz escorrendo e os olhos irritados, além de possíveis crises de asma, o verão é a época certa para tirar cobertores, tapetes e casacos de dentro do armário e arejá-los. Lavar e deixá-los ao sol evita a proliferação de ácaros, grandes vilões da saúde respiratória.

A limpeza é outra poderosa ferramenta das pessoas com dificuldades respiratórias como a asma, afirma a pneumologista.

“O controle ambiental envolve ações simples e está principalmente focado no quarto do paciente alérgico, onde a limpeza deve ser feita diariamente. São importantes medidas limpar a casa com um pano úmido, sem utilizar desinfetantes ou outros produtos com cheiro forte; deixar os cobertores e roupas tomando sol, e se possível substituir cobertores por edredons, que são mais fáceis de lavar; usar capas protetoras para travesseiros e colchões; guardar bichinhos de pelúcia em sacos plásticos transparentes, mesmo que fiquem expostos nas estantes, trocando os plásticos a cada dois meses aproximadamente; e evitar carpetes”.

Outras dicas interessantes são trocar as cortinas por persianas, mais fácies de lavar, e evitar animais domésticos dentro de casa, especialmente nos quartos, pois as substâncias alergênicas dos gatos são bastante persistentes e podem permanecer no ambiente até seis meses após a retirada do animal.
“A casa inteira deve estar bem limpa e arejada, especialmente o quarto de dormir, afinal, é o lugar onde passamos grande parte do tempo. Os colchões devem ser tirados e batidos para retirar a poeira, pois é um dos locais com maiores concentrações de ácaros”, afirma a pneumologista.

Fonte: http://www.oserrano.com.br/mais.asp?tipo=Local&id=7838

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Asma e a Amamentação


Bebes que amamentam durante seis primeiros meses de vida ficam protegidos contra a asma, afirmam pesquisadores da universidade de Sunderland, na Inglaterra. Além de evitar as crises, a amamentação ajuda a diminuir a incidência de asma em crianças que estão acima do peso, conforme publicação Science.
Foram avaliadas sete mil crianças com idades de t6 a 12 anos. O resultado da avaliação apontou uma redução significativa da incidência de asma naqueles que haviam sido amamentados durante seis meses seguidos. O efeito protetor foi ainda maior nos meninos.
Bebes que se alimentam apenas do leite materno nos primeiro seis meses de vida tem menos asma, rinite e eczema. As crianças com asma que foram amamentadas na primeira infância , quando entraram em crise, tinham uma forma menos severa da doença e melhoravam rápido do que aqueles que nunca haviam sido amamentados – explica o coordenador da pesquisa britânica.
De acordo com o pesquisador, a amamentação traz uma serie de benefícios tanto para o bebe como para a mãe, e, nos casos das alergias, ela é fundamental para prevenir uma serie de distúrbios respiratórios e cutâneos. Segundo dados da pesquisa, o efeito protetor do leite materno foi significativo principalmente nas crianças amamentadas até nove meses de idade, mas a proteção já acontece em bebes que amamentaram até os quatro meses.
A amamentação é o antialérgico mais barato que existe. A pesquisa comprova que quanto mais longo o período da amamentação, mais protegida a criança ficara contra uma série de doenças- diz o estudo.
O estudo também avaliou a relação entre  o excesso de peso e a asma em crianças. Como era esperado pela equipe, aquele com um índice de massa corporal acima da média tinham mais problemas respiratórios (falta de ar, chiados, tosse e asma por esforço) do que as no peso ideal para a idade.

Fumo Passivo

De acordo com informações obtidas junto à Sesau, os males do tabagismo passivo vão de irritação nos olhos, tosse, dor de cabeça e aumento dos problemas alérgicos e cardíacos até efeitos de médio e longo prazo: pesquisas nacionais e internacionais indicam que os fumantes passivos têm um risco 23% maior de desenvolver doença cardiovascular e 30% mais chances de ter câncer de pulmão. Além disso, têm mais propensão a asma, redução da capacidade respiratória, 24% mais chances de ter infarto do miocárdio e maior risco de artereosclerose.

Crianças expostas à fumaça do tabaco também podem desenvolver doenças cardiovasculares quando adultas, infecções respiratórias e asma brônquica. Os filhos de gestantes que fumam apresentam o dobro de chances de nascer com baixo peso e 70% de possibilidades de sofrer um aborto espontâneo; 30% podem morrer ao nascer. Durante o aleitamento, a criança recebe nicotina por meio do leite materno. A substância produz intoxicação, podendo ocasionar agitação, vômitos, diarréia e taquicardia, principalmente em mães fumantes de 20 ou mais cigarros por dia.

É proibido fumar!

Para garantir o bem estar e a saúde da população, principalmente dos não-fumantes, foi criada a Lei Federal 9.294/96, que é regulamentada pelo Decreto n° 2.018/96. A Lei dispõe sobre as restrições ao uso e à propaganda de cigarros, proibindo o fumo em ambientes fechados de uso coletivo, como instituições públicas e privadas, a não ser em área destinada exclusivamente a esse fim, devidamente isolada e com arejamento conveniente.

A Secretaria do Estado de Saúde (Sesau), por meio do Programa de Tabagismo tem atuado na capacitação dos funcionários de restaurantes quanto à forma de lidar com os clientes na hora de informá-los sobre a proibição de se fumar dentro do ambiente.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) reforça a necessidade e a importância da obrigatoriedade de se ter ambientes totalmente livres de fumo. Para isso, a OMS aponta sete razões:

1 – O tabaco mata e provoca doenças graves;

2 – Um ambiente 100% livre de tabaco protege totalmente a população dos riscos graves da exposição ao fumo desta substância;

3 – O direito ao ar puro faz parte dos Direitos Humanos;

4 – Estatísticas revelam que a proibição de fumar é apoiada tanto por fumantes como por não-fumantes;

5 – Ambientes sem fumaça de tabaco são tão bons para negócios como para famílias com crianças;

6 – Ambientes sem fumaça dão aos fumantes que estão tentando deixar de fumar um incentivo para fazê-lo;

7 – Ambientes sem fumaça ajudam a prevenir, principalmente os mais jovens, de se iniciarem como fumantes.

Fonte:http://www.ogirassol.com.br/pagina.php?editoria=Estado&idnoticia=1547

Alergias Respiratórias

Porque o “isso é uma alergia, isso passa”, não chega e assim é que não passa. A s doenças alérgicas são muito frequentes, mas as ideias erradas sobre alergias são imensas.

“Tenho alergia. Estou sempre com o nariz tapado, não consigo dormir, acordo mais cansado do que quando me deitei e a falta de ar aflige-me muito. Tenho esperança que passe, embora isto já dure há 10 anos. E é cada vez mais grave”.

Estes relatos são muito frequentes, intoleravelmente frequentes.

Ter alergias, é ter asma, é sofrer de rinite, asma e rinite, asma e eczema, é ser alérgico a medicamentos e a alimentos, é ter urticária, meses, anos, décadas. Em alguns casos é sentir todas estas situações. É ter a vida afectada. É deixar de ir, de fazer, de viver. E é tão simples controlar a situação para a maioria dos alérgicos. Diagnosticar, prevenir, controlar.

Porque a asma e a rinite afectam uma enorme percentagem da população, porque são doenças de grande impacto social, responsáveis por elevados custos, causa frequente de absentismo laboral e escolar e diminuição da produtividade, por si só, e pelas suas complicações, condicionam recursos a urgências e a hospitalizações, sendo responsáveis por mortes preveníveis.

PORQUE É NECESSÁRIO DIAGNOSTICAR PARA TRATAR

Quer na criança, quer no adulto, a asma é pouco valorizada e a rinite ainda menos. “Não me vai dizer que a tosse e falta de ar que eu sinto todos os dias é asma? Nunca me tinham dito”.

As alergias respiratórias surgem frequentemente na infância, embora possam manifestar-se em qualquer idade. É essencial reconhecer os sintomas, para um diagnóstico e tratamento correctos. Se abandonada a uma evolução não controlada, a asma pode levar a alterações das vias aéreas, e as crises podem ser graves e até fatais; se a rinite não é controlada, a asma pode surgir, ou se já se manifestou, é mais grave. Tape o seu nariz e espere alguns minutos – sinta o efeito, ou será que já o costuma sentir…

PORQUE O CONTROLO ESTÁ ACESSÍVEL

A asma e a rinite podem ser bem controladas. Controlo significa qualidade de vida, dormir bem, não se cansar, poder estudar, trabalhar, ter uma vida social normal, rir, fazer exercício, apostando-se num programa que possibilita tudo isto. É a sua vida, ou a do seu filho, que pode estar a ser muito afectada. E não o deve ser.

Participe no auto-controlo da doença. É importante alertar que são inflamações e que devem ser tratadas como tal, sendo necessário usar medicação preventiva, anti-inflamatória, e isto de uma de forma regular. Não tenha medo dos medicamentos, mas vigie o seu efeito. Os corticóides inalados, para o nariz ou para os brônquios, e os anti-Ieucotrienos, estão na primeira linha do tratamento da asma e da rinite; com os anti-histamínicos não sedativos resolvem-se a maioria dos sintomas de rinite e de conjuntivite.

Estamos na Primavera. Surgem ou agravam-se os espirros, a comichão no nariz e nos olhos, a obstrução nasal, o cansaço, a tosse e a falta de ar.

Não, outra vez não! É impensável que continue a passar mal. Existem maneiras de afastar os alergénios, existem medicamentos muito seguros e eficazes. Não dão sono, não alteram o apetite, dominam a alergia.

E “a alergia passa com a idade” está muito distante da realidade, mas saiba que existem vacinas anti-alérgicas que podem modificar o curso das alergias.


Fonte: http://medicosdeportugal.saude.sapo.pt/action/2/cnt_id/2209/

Genética e a Asma

Identificado gene ligado às reacções alérgicas como a asma – estudo

Uma equipa de investigadores alemães identificou um gene que pode ser directamente responsável por numerosas reacções alérgicas, entre as quais a febre dos fenos e a asma, segundo um estudo.

O gene FCER1A-Gen contém as “instruções” para a formação de hemoglobina E (IgE), uma classe de anticorpos presente unicamente nos mamíferos, que desempenha um papel fundamental no desenvolvimento das alergias, segundo este estudo realizado por uma equipa mista do Centro Helmholtz, de Munique, na Alemanha, e de uma clínica da Universidade Técnica desta cidade.

“Para realizarmos a nossa pesquisa, estudámos o genoma de mais de dez mil adultos e crianças na Alemanha”, referiu Thomas Illig, do Centro Helmhotz.

As pessoas que sofrem de alergias possuem um número muito mais elevado de anticorpos do tipo IgE do que as pessoas saudáveis, adianta o estudo, publicado na última edição da revista científica Plos Genetics.

Estes anticorpos, que se encontram frequentemente nos tecidos da pele, são capazes de desencadear potentes reacções imunitárias na presença de substâncias como o pólen ou a poeira, que estão na origem da febre dos fenos ou de crises de asma.

Uma modificação do gene FCER1A-Gen poderá permitir a diminuição no roganismo do número de anticorpos IgE e, desta forma, reduzir ou mesmo conter as reacções alérgicas.