Pesquisadores ganham prêmio com estudo sobre relação entre tuberculose e alergia

Iniciação científica desenvolvida na FMRP verificou que camundongos alérgicos infectados com tuberculose têm melhora nas doenças

Qual a relação da asma com a tuberculose? Trabalho de iniciação científica da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP-USP) mostrou melhora nas respostas imunológicas geradas nestes dois modelos de doenças experimentais. O projeto, desenvolvido pela estudante de Ciências Biológicas, Lívia Weijenborg Campos, foi premiado com o segundo lugar do Destaque do Ano em Iniciação Científica 2008 – Área de Ciências da Vida, promovido pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), no início do mês.

O objetivo do trabalho Avaliação da resposta imune em modelo de co-inflamação alergia x tuberculose baseou-se na questão de até que ponto a eficácia de uma vacina contra a tuberculose, poderia ser comprometida em pessoas portadoras de alergia. “A tuberculose e a alergia ativam o sistema imunológico de maneira distinta e a resposta imunológica de uma doença poderia interferir na outra”, explica Lívia.

Estudos anteriores mostravam que camundongos que entravam em contato com diferentes microorganismos como micobactérias, por exemplo, que constituem a vacina BCG, quando eram submetidos à indução da alergia, apresentavam redução do quadro alérgico. Portanto, poderia existir uma relação inversa da alergia e tuberculose experimental e foi isso que a estudante observou na primeira fase da pesquisa.

“Primeiro, os camundongos foram submetidos a um protocolo de indução de alergia compatível com a asma e depois os mesmos foram infectados com o bacilo causador da tuberculose Mycobacterium tuberculosis”, afirma Denise Morais da Fonseca, que também participa diretamente do desenvolvimento desse estudo. “Observamos que os camundongos tiveram a resposta esperada, isto é, redução do quadro alérgico e progressão da tuberculose, então, decidimos inverter o processo”, diz Denise.

Na segunda fase, os animais foram primeiramente infectados e depois passaram pela indução da asma experimental. Segundo Denise, que acompanhou a pesquisa, quando o processo foi invertido “o resultado foi surpreendente, ambas as doenças melhoraram”.

Infecção
Para infectar os camundongos com os bacilos que causam a tuberculose, Lívia conta que no Núcleo de Pesquisas em Tuberculose (NPT) da FMRP existem os estoques de suspensões de Mycobacterium tuberculosis. A infecção ocorre por meio da administração de uma solução contendo as micobactérias nas narinas dos camundongos de modo que ao ser inalada chegue ao pulmão. Todo esse processo é realizado numa sala de adequada para a realização de procedimentos com esse tipo de microorganismo. No caso da alergia, primeiro é necessário sensibilizar o animal; só então, ele é desafiado com o alérgeno, uma proteína chamada ovalbumina, pela via intranasal, de modo que a inflamação também ocorra no pulmão.

O resultado da pesquisa é promissor, porém, preliminar. “Ainda temos que estudar qual mecanismo está por trás desse efeito protetor na tuberculose conferido pela alergia”, alerta Denise. Analisando os resultados, as alunas Lívia e Denise, e a orientadora Vânia Luiza Deperon Bonato, professora do Departamento de Bioquímica e Imunologia da FMRP, já têm em mente os fatores que podem conferir tal proteção, que faz a tuberculose regredir, mas ressaltam que ainda é cedo para respostas, sendo a hipótese o objeto de estudo de Lívia, que pretende iniciar o mestrado no início do ano que vem.

Fonte: http://www.uai.com.br/UAI/html/sessao_8/2008/11/17/em_noticia_interna,id_sessao=8&id_noticia=88331/em_noticia_interna.shtml

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Fatores de Risco para Asma na Infância

Segundo estudo da Universidade Brunel, na Inglaterra. Mulheres que usam muitos produtos de limpeza durante a gestaçao ou pouco depois do nascimento podem aumentar os riscos da crianças desenvolver asma.

Avaliando mais de 13 mil crianças, acompanhadas do nascimento aos 16 anos de idade, os especialistas britânicos descobriram que a exposiço aos produtos químicos no princípio da vida estava associada a 41% maior risco de desenvolver asma aos sete anos de idade.

Os pesquisadores especulam que as razões do problema, como já mostradas por outros estudos, podem ser explicadas pela hipótese da higiene, que sugere que crianças pequenas menos expostas a bactérias e poeira em casa são menos propensas a ter imunidade à asma e alergias quando forem maiores.

Porém eles destacam que os resultados do estudo indicam que as substâncias químicas presentes nesses produtos de limpeza doméstica podem ser um dos possíveis mecanismos que aumentam os riscos de asma. Mais estudos são necessários para desvendar as possíveis razões.

Alergias Respiratórias e Poluição Ambiental

Vários estudos epidemiológicos mostram uma forte correlação entre poluição atmosférica e doenças alérgicas respiratórias como a asma, sobretudo nos grandes centros urbanos.
Nas cidades poluídas no norte da Suécia, a chance de apresentar teste alérgico positivo é 70% maior entre crianças de 11 anos, quando comparadas com aquelas que vivem nas regiões menos poluídas do país. No Brasil, um estudo recente, comparando dois grupos de crianças de escolas públicas em São Paulo e Atibaia, mostrou que a sensibilização a ácaros e a outros alérgenos foi maior em São Paulo (47,5%) do que em Atibaia (25%).
De modo geral, trabalhos como os citados indicam que a combinação de poluentes do ar aumenta a reatividade das vias respiratórias, promovendo maior sensibilização nas pessoas predispostas à alergia, que poderão desenvolver rinite e asma. Entretanto, a relação entre poluição atmosférica e doenças alérgicas permanece ainda controversa, pois não tem sido unânime entre os autores observar diferenças na presença de alergias entre áreas com maior e menor índice de exposição à poluição, mostrando mais uma vez que as alergias são doenças multifatoriais, ou seja, existem vários fatores envolvidos no seu aparecimento. Discussões à parte, apesar do mecanismo envolvido não estar bem esclarecido, a poluição atmosférica sem dúvida nenhuma agrava as doenças alérgicas e respiratórias como a asma.

Conjuntivite

O maior desafio da saúde pública é prevenir doenças que afastam a população das atividades diárias. Estimativa da OMS (Organização Mundial da Saúde) aponta que as doenças das vias respiratórias – gripe, resfriado, rinite, sinusite, bronquite e asma – chegam a triplicar no período do inverno.

 O maior problema no frio são as aglomerações em ambientes pouco arejados que facilitam a proliferação de vírus. Além disso, a baixa umidade do ar reduz as defesas do organismo e resseca todas as mucosas, inclusive a lágrima que tem a função de proteger a superfície ocular.

Conjuntivite é a inflamação da conjuntiva, membrana transparente e fina que reveste a parte da frente do globo ocular e o interior das pálpebras. O branco do olho (esclera) é coberto por uma película fina chamada conjuntiva, que produz muco para cobrir e lubrificar o olho. Normalmente, possui pequenos vasos sangüíneos em seu interior, que podem ser vistos através de uma observação mais rigorosa. Quando a conjuntiva se irrita ou inflama, os vasos sangüíneos que a abastecem alargam-se e tornam-se muito mais proeminentes, causando então a vermelhidão do olho.

Os sintomas são: pálpebras inchadas, vermelhidão, coceira, ardência, sensação de areia nos olhos, lacrimejamento, secreção transparente e fotofobia (aversão à luz). Por ser altamente contagiosa, observa, é um importante fator de afastamento do trabalho que pode durar de três a quatro semanas.

Nas  empresas os maiores veículos de contaminação são os teclados de computador, mouse e interruptores de luz. Os especialistas também chama a atenção para os carrinhos de supermercado e balcões do varejo. Engana-se quem pensa que passar álcool nos objetos elimina vírus. A dica para evitar o contágio é lavar as mãos com freqüência, principalmente depois de usar objetos que foram manuseados por outras pessoas e ingerir bastante água para manter a hidratação.

Para Previvinir o contágio tome as seguintes precauções.
·Evite aglomerações ou freqüentar piscinas de academias ou clubes;
·Lave com freqüência o rosto e as mãos uma vez que estas são veículos importantes para a transmissão de microorganismos patogênicos;
·Não coce os olhos;
·Aumente a freqüência com que troca as toalhas do banheiro ou use toalhas de papel para enxugar o rosto e as mãos;
·Troque as fronhas dos travesseiros diariamente enquanto perdurar a crise;
·Não compartilhe o uso de esponjas, rímel, delineadores ou de qualquer outro produto de beleza.

Tratamento
Lave os olhos e faça compressas com água gelada, que deve ser filtrada e fervida, ou com soro fisiológico. Para a conjuntivite viral não existem medicamentos específicos. Cuidados especiais com a higiene ajudam a controlar o contágio e a evolução da doença.
Acima de tudo, não se automedique. A indicação de qualquer remédio só pode ser feita por um médico. Alguns colírios são altamente contra-indicados porque podem provocar sérias complicações e agravar o quadro.