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GRIPE SUÍNA 1

Um novo surto de gripe a infectar humanos no México e nos Estados Unidos pode ter matado até 60 pessoas no território mexicano, disseram nesta sexta- feira autoridades médicas internacionais.

O Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC, na sigla em inglês) analisou amostras do vírus H1N1 de alguns pacientes norte-americanos, que já se recuperaram, e disse se tratar de uma mistura jamais vista entre vírus que atacam suínos, aves e humanos.

Veja abaixo alguns fatos do CDC sobre como a gripe suína se espalha entre humanos:

* O vírus da gripe suína tipicamente afeta porcos, não humanos. A maioria dos casos ocorre quando pessoas têm contato com porcos infectados ou objetos contaminados circulando entre pessoas e porcos.

* Porcos podem ser infectados por gripes humanas ou aviárias. Quando um vírus da gripe de diferentes espécies infecta porcos, eles podem se misturar dentro do animal e novos vírus mutantes podem ser criados.

* Porcos podem repassar vírus mutantes de volta para humanos e eles podem ser transmitidos de humanos para humanos. A transmissão entre humanos é mais difícil do que em uma gripe convencional.

* Os sintomas da gripe suína em humanos são similares àqueles da gripe convencional — febre repentina, tosse, dores musculares e cansaço extremo. Este novo surto, aparentemente, também causa mais diarreia e vômitos que a gripe convencional.

* Vacinas estão disponíveis aos porcos para a prevenção da gripe suína. Não há vacina para humanos, embora o CDC esteja formulando uma. A vacina contra a gripe convencional pode ajudar a prover proteção parcial contra o vírus suíno H3N2, mas não contra o H1N1, como o que está circulando agora.

* Não há contaminação pelo consumo de carne ou produtos suínos. Cozinhar a carne de porco a 71 graus Celsius mata o vírus da gripe suína, assim como outros vírus e bactérias.

FONTE:http://br.reuters.com/article/worldNews/idBRSPE53N0ML20090424

Bronquiolite

As bronquiolites atingem os lactentes de menos de 2 anos de idade e são, na maior parte das vezes, causadas pelo vírus respiratório Sincicial ou VRS. Tudo começa com uma constipação banal, acompanhada de febre.

Todos os anos, com o início do Inverno, os casos de bronquiolite provocam a invasão dos serviços de urgência de Pediatria dos hospitais.

De facto, esta infecção vírica dos brônquios de pequeno diâmetro é muito frequente e contagiosa, atingindo cerca de um terço dos lactentes no primeiro ano de vida. O vírus transmite-se pela saliva, secreções, mãos e material contaminado. Na maior parte dos casos, a doença é benigna e cura-se facilmente em casa. Em alguns casos (menos de 5%), é necessário recorrer ao internamento.

As bronquiolites atingem os lactentes com menos de 2 anos de idade e são, na maior parte das vezes, causadas pelo vírus respiratório Sincicial ou VRS. Tudo começa com uma constipação banal, acompanhada de febre. Em 20% dos casos, a infecção não se resolve espontaneamente, alastrando aos brônquios e bronquíolos e provocando um espessamento da mucosa e acumulação de secreções, que dificultam a respiração. A criança tosse, respira mais depressa, e a passagem do ar nos brônquios provoca pieira.

Que fazer perante esta constipação que degenerou?
O primeiro passo consiste em consultar o médico assistente, que fará o diagnóstico e indicará o tratamento adequado. Este consiste, essencialmente, em algumas medidas simples, como:

• Posicionamento do bebê em posição sentada;

• Desobstrução das fossas nasais com soro fisiológico;

• Fraccionamento das refeições e dar de beber frequentemente;

• Prescrição eventual de algumas sessões de cinesioterapia respiratória;

• Tratamento da febre com paracetamol;

• Tratamento com broncodilatador (medicamento utilizado na asma) poderá ajudar em alguns casos.

Em contrapartida, salvo casos específicos, não se justifica a toma de antibióticos (ineficazes contra infecções víricas), antitússicos, fluidificantes brônquicos ou outro tratamento.

A infecção prolonga-se, normalmente, entre 5-10 dias, embora a tosse possa persistir, sem gravidade, durante cerca de 15 dias.

Embora o internamento raramente seja necessário, recomenda-se nas crianças mais frágeis, nomeadamente, com menos de 6 semanas, com problemas de saúde ou com má tolerância à doença.

Se o bebé não se alimenta, não reage normalmente ou se apresentar agravamento da dificuldade respiratória, deve-se consultar imediatamente o médico assistente. A mesma regra deve aplicar-se se o bebé vomitar, estiver com diarreia ou se a febre aumentar.

Não é raro um bebé desenvolver várias bronquiolites. A partir da terceira infecção, fala-se de “asma do lactente”. Mas isso não significa que este lactente será uma criança asmática. De facto, o desenvolvimento posterior de uma asma está relacionado com a existência de um terreno alérgico familiar.

Conselhos aos pais

Como tentar prevenir?
- Se um dos pais ou restantes familiares estiver constipado, evitar contactos estreitos com a criança (sobretudo se tiver menos de 3 meses);
- Se um dos filhos estiver com bronquiolite, evitar o contacto com outros lactentes;
- Lavar frequentemente as mãos.

Quais as medidas indispensáveis?
- Evitar absolutamente a exposição ao tabaco;
- Dar regularmente de beber em pequenas quantidades;
- Desobstruir as fossas nasais antes das refeições.

fonte: http://www.educare.pt/educare/Opiniao.Artigo.aspx?contentid=1037623118F43A1FE0440003BA2C8E70&opsel=2&channelid=0

Doenças Pulmonares x Mortalidade

Doença pulmonar mata aproximadamente 85 brasileiros por dia

Durante os cinco dias do Congresso Brasileiro de Pneumologia e Tisiologia, realizado entre os dias 21 e 25 de novembro, provavelmente 425 brasileiros morreram vítimas de doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC). Esse índice corresponde à média diária de 85 óbitos no Brasil por causa de asma grave, enfisema pulmonar e bronquite crônica.

A DPOC é a nova nomenclatura para classificar a bronquite crônica e o enfisema pulmonar. Segundo o Consenso Brasileiro de DPOC, discutido durante o congresso, a doença afeta cerca de 5,5 milhões de pessoas no país. E dados da Organização Mundial de Saúde revelam que ela atinge cerca de 300 milhões de pessoas em todo o mundo – uma morte a cada 11 segundos -, o que a posiciona como uma das principais causas de mortes.

Fumantes e ex-fumantes, principalmente acima dos 40 anos, representam 90% dos pacientes. E, por seu caráter progressivo, a doença pulmonar pode se manifestar mesmo em quem já abandonou o cigarro. Além do tabagismo, outras causas comuns são: exposição à poluição, poeira, combustíveis domiciliares (carvão e lenha, por exemplo), além de características genéticas.

A lesão pulmonar causada pela condição é irreversível e pode trazer dificuldades para o paciente, até mesmo para a realização de tarefas rotineiras como tomar banho, subir e descer escadas, caminhar, conversar, alimentar-se ou vestir-se. Porém, com diagnóstico precoce e tratamento adequado, é possível controlar os sintomas e proporcionar ao paciente uma vida normal.

De acordo com o presidente da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia, a DPOC é uma doença silenciosa durante muitos anos. “Os pulmões têm uma grande reserva funcional, de modo que a falta de ar só começa a aparecer quando o indivíduo já perdeu 40% a 50% de sua capacidade pulmonar. Vem daí a importância do teste de função pulmonar. A doença detectada mais precocemente pode ser mais facilmente tratada e pode-se interromper sua progressão”, explica.

O primeiro passo é eliminar ou reduzir a contínua irritação pulmonar. Existem hoje tratamentos farmacológicos capazes de ajudar a tratar a DPOC e a controlar os principais sintomas, além de terapias complementares, como o programa de exercícios de reabilitação pulmonar e a oxigenoterapia, que ajudam a diminuir os sintomas da doença, tornando o dia-a-dia mais fácil, e a prevenir complicações dos pacientes em estado grave.

fonte:http://www.opantaneiro.com.br/noticias/online.asp?id=78710

Alergias do Verão

Especialistas alertam sobre alergias de verão

Dias quentes e roupas leves caracterizam a estação mais esperada do ano: o verão. Para aproveitar os próximos meses de sol, alguns cuidados especialmente em casa podem minimizar os sintomas de alergia e irritação, principalmente aos mais sensíveis a essas situações, como os asmáticos.

Um grande aliado no combate às alergias é o próprio sol. Para evitar o nariz escorrendo e os olhos irritados, além de possíveis crises de asma, o verão é a época certa para tirar cobertores, tapetes e casacos de dentro do armário e arejá-los. Lavar e deixá-los ao sol evita a proliferação de ácaros, grandes vilões da saúde respiratória.

A limpeza é outra poderosa ferramenta das pessoas com dificuldades respiratórias como a asma, afirma a pneumologista.

“O controle ambiental envolve ações simples e está principalmente focado no quarto do paciente alérgico, onde a limpeza deve ser feita diariamente. São importantes medidas limpar a casa com um pano úmido, sem utilizar desinfetantes ou outros produtos com cheiro forte; deixar os cobertores e roupas tomando sol, e se possível substituir cobertores por edredons, que são mais fáceis de lavar; usar capas protetoras para travesseiros e colchões; guardar bichinhos de pelúcia em sacos plásticos transparentes, mesmo que fiquem expostos nas estantes, trocando os plásticos a cada dois meses aproximadamente; e evitar carpetes”.

Outras dicas interessantes são trocar as cortinas por persianas, mais fácies de lavar, e evitar animais domésticos dentro de casa, especialmente nos quartos, pois as substâncias alergênicas dos gatos são bastante persistentes e podem permanecer no ambiente até seis meses após a retirada do animal.
“A casa inteira deve estar bem limpa e arejada, especialmente o quarto de dormir, afinal, é o lugar onde passamos grande parte do tempo. Os colchões devem ser tirados e batidos para retirar a poeira, pois é um dos locais com maiores concentrações de ácaros”, afirma a pneumologista.

Fonte: http://www.oserrano.com.br/mais.asp?tipo=Local&id=7838

Pesquisadores ganham prêmio com estudo sobre relação entre tuberculose e alergia

Iniciação científica desenvolvida na FMRP verificou que camundongos alérgicos infectados com tuberculose têm melhora nas doenças

Qual a relação da asma com a tuberculose? Trabalho de iniciação científica da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP-USP) mostrou melhora nas respostas imunológicas geradas nestes dois modelos de doenças experimentais. O projeto, desenvolvido pela estudante de Ciências Biológicas, Lívia Weijenborg Campos, foi premiado com o segundo lugar do Destaque do Ano em Iniciação Científica 2008 – Área de Ciências da Vida, promovido pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), no início do mês.

O objetivo do trabalho Avaliação da resposta imune em modelo de co-inflamação alergia x tuberculose baseou-se na questão de até que ponto a eficácia de uma vacina contra a tuberculose, poderia ser comprometida em pessoas portadoras de alergia. “A tuberculose e a alergia ativam o sistema imunológico de maneira distinta e a resposta imunológica de uma doença poderia interferir na outra”, explica Lívia.

Estudos anteriores mostravam que camundongos que entravam em contato com diferentes microorganismos como micobactérias, por exemplo, que constituem a vacina BCG, quando eram submetidos à indução da alergia, apresentavam redução do quadro alérgico. Portanto, poderia existir uma relação inversa da alergia e tuberculose experimental e foi isso que a estudante observou na primeira fase da pesquisa.

“Primeiro, os camundongos foram submetidos a um protocolo de indução de alergia compatível com a asma e depois os mesmos foram infectados com o bacilo causador da tuberculose Mycobacterium tuberculosis”, afirma Denise Morais da Fonseca, que também participa diretamente do desenvolvimento desse estudo. “Observamos que os camundongos tiveram a resposta esperada, isto é, redução do quadro alérgico e progressão da tuberculose, então, decidimos inverter o processo”, diz Denise.

Na segunda fase, os animais foram primeiramente infectados e depois passaram pela indução da asma experimental. Segundo Denise, que acompanhou a pesquisa, quando o processo foi invertido “o resultado foi surpreendente, ambas as doenças melhoraram”.

Infecção
Para infectar os camundongos com os bacilos que causam a tuberculose, Lívia conta que no Núcleo de Pesquisas em Tuberculose (NPT) da FMRP existem os estoques de suspensões de Mycobacterium tuberculosis. A infecção ocorre por meio da administração de uma solução contendo as micobactérias nas narinas dos camundongos de modo que ao ser inalada chegue ao pulmão. Todo esse processo é realizado numa sala de adequada para a realização de procedimentos com esse tipo de microorganismo. No caso da alergia, primeiro é necessário sensibilizar o animal; só então, ele é desafiado com o alérgeno, uma proteína chamada ovalbumina, pela via intranasal, de modo que a inflamação também ocorra no pulmão.

O resultado da pesquisa é promissor, porém, preliminar. “Ainda temos que estudar qual mecanismo está por trás desse efeito protetor na tuberculose conferido pela alergia”, alerta Denise. Analisando os resultados, as alunas Lívia e Denise, e a orientadora Vânia Luiza Deperon Bonato, professora do Departamento de Bioquímica e Imunologia da FMRP, já têm em mente os fatores que podem conferir tal proteção, que faz a tuberculose regredir, mas ressaltam que ainda é cedo para respostas, sendo a hipótese o objeto de estudo de Lívia, que pretende iniciar o mestrado no início do ano que vem.

Fonte: http://www.uai.com.br/UAI/html/sessao_8/2008/11/17/em_noticia_interna,id_sessao=8&id_noticia=88331/em_noticia_interna.shtml