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Bronquiolite

As bronquiolites atingem os lactentes de menos de 2 anos de idade e são, na maior parte das vezes, causadas pelo vírus respiratório Sincicial ou VRS. Tudo começa com uma constipação banal, acompanhada de febre.

Todos os anos, com o início do Inverno, os casos de bronquiolite provocam a invasão dos serviços de urgência de Pediatria dos hospitais.

De facto, esta infecção vírica dos brônquios de pequeno diâmetro é muito frequente e contagiosa, atingindo cerca de um terço dos lactentes no primeiro ano de vida. O vírus transmite-se pela saliva, secreções, mãos e material contaminado. Na maior parte dos casos, a doença é benigna e cura-se facilmente em casa. Em alguns casos (menos de 5%), é necessário recorrer ao internamento.

As bronquiolites atingem os lactentes com menos de 2 anos de idade e são, na maior parte das vezes, causadas pelo vírus respiratório Sincicial ou VRS. Tudo começa com uma constipação banal, acompanhada de febre. Em 20% dos casos, a infecção não se resolve espontaneamente, alastrando aos brônquios e bronquíolos e provocando um espessamento da mucosa e acumulação de secreções, que dificultam a respiração. A criança tosse, respira mais depressa, e a passagem do ar nos brônquios provoca pieira.

Que fazer perante esta constipação que degenerou?
O primeiro passo consiste em consultar o médico assistente, que fará o diagnóstico e indicará o tratamento adequado. Este consiste, essencialmente, em algumas medidas simples, como:

• Posicionamento do bebê em posição sentada;

• Desobstrução das fossas nasais com soro fisiológico;

• Fraccionamento das refeições e dar de beber frequentemente;

• Prescrição eventual de algumas sessões de cinesioterapia respiratória;

• Tratamento da febre com paracetamol;

• Tratamento com broncodilatador (medicamento utilizado na asma) poderá ajudar em alguns casos.

Em contrapartida, salvo casos específicos, não se justifica a toma de antibióticos (ineficazes contra infecções víricas), antitússicos, fluidificantes brônquicos ou outro tratamento.

A infecção prolonga-se, normalmente, entre 5-10 dias, embora a tosse possa persistir, sem gravidade, durante cerca de 15 dias.

Embora o internamento raramente seja necessário, recomenda-se nas crianças mais frágeis, nomeadamente, com menos de 6 semanas, com problemas de saúde ou com má tolerância à doença.

Se o bebé não se alimenta, não reage normalmente ou se apresentar agravamento da dificuldade respiratória, deve-se consultar imediatamente o médico assistente. A mesma regra deve aplicar-se se o bebé vomitar, estiver com diarreia ou se a febre aumentar.

Não é raro um bebé desenvolver várias bronquiolites. A partir da terceira infecção, fala-se de “asma do lactente”. Mas isso não significa que este lactente será uma criança asmática. De facto, o desenvolvimento posterior de uma asma está relacionado com a existência de um terreno alérgico familiar.

Conselhos aos pais

Como tentar prevenir?
- Se um dos pais ou restantes familiares estiver constipado, evitar contactos estreitos com a criança (sobretudo se tiver menos de 3 meses);
- Se um dos filhos estiver com bronquiolite, evitar o contacto com outros lactentes;
- Lavar frequentemente as mãos.

Quais as medidas indispensáveis?
- Evitar absolutamente a exposição ao tabaco;
- Dar regularmente de beber em pequenas quantidades;
- Desobstruir as fossas nasais antes das refeições.

fonte: http://www.educare.pt/educare/Opiniao.Artigo.aspx?contentid=1037623118F43A1FE0440003BA2C8E70&opsel=2&channelid=0

Doenças Pulmonares x Mortalidade

Doença pulmonar mata aproximadamente 85 brasileiros por dia

Durante os cinco dias do Congresso Brasileiro de Pneumologia e Tisiologia, realizado entre os dias 21 e 25 de novembro, provavelmente 425 brasileiros morreram vítimas de doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC). Esse índice corresponde à média diária de 85 óbitos no Brasil por causa de asma grave, enfisema pulmonar e bronquite crônica.

A DPOC é a nova nomenclatura para classificar a bronquite crônica e o enfisema pulmonar. Segundo o Consenso Brasileiro de DPOC, discutido durante o congresso, a doença afeta cerca de 5,5 milhões de pessoas no país. E dados da Organização Mundial de Saúde revelam que ela atinge cerca de 300 milhões de pessoas em todo o mundo - uma morte a cada 11 segundos -, o que a posiciona como uma das principais causas de mortes.

Fumantes e ex-fumantes, principalmente acima dos 40 anos, representam 90% dos pacientes. E, por seu caráter progressivo, a doença pulmonar pode se manifestar mesmo em quem já abandonou o cigarro. Além do tabagismo, outras causas comuns são: exposição à poluição, poeira, combustíveis domiciliares (carvão e lenha, por exemplo), além de características genéticas.

A lesão pulmonar causada pela condição é irreversível e pode trazer dificuldades para o paciente, até mesmo para a realização de tarefas rotineiras como tomar banho, subir e descer escadas, caminhar, conversar, alimentar-se ou vestir-se. Porém, com diagnóstico precoce e tratamento adequado, é possível controlar os sintomas e proporcionar ao paciente uma vida normal.

De acordo com o presidente da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia, a DPOC é uma doença silenciosa durante muitos anos. “Os pulmões têm uma grande reserva funcional, de modo que a falta de ar só começa a aparecer quando o indivíduo já perdeu 40% a 50% de sua capacidade pulmonar. Vem daí a importância do teste de função pulmonar. A doença detectada mais precocemente pode ser mais facilmente tratada e pode-se interromper sua progressão”, explica.

O primeiro passo é eliminar ou reduzir a contínua irritação pulmonar. Existem hoje tratamentos farmacológicos capazes de ajudar a tratar a DPOC e a controlar os principais sintomas, além de terapias complementares, como o programa de exercícios de reabilitação pulmonar e a oxigenoterapia, que ajudam a diminuir os sintomas da doença, tornando o dia-a-dia mais fácil, e a prevenir complicações dos pacientes em estado grave.

fonte:http://www.opantaneiro.com.br/noticias/online.asp?id=78710

Alergias do Verão

Especialistas alertam sobre alergias de verão

Dias quentes e roupas leves caracterizam a estação mais esperada do ano: o verão. Para aproveitar os próximos meses de sol, alguns cuidados especialmente em casa podem minimizar os sintomas de alergia e irritação, principalmente aos mais sensíveis a essas situações, como os asmáticos.

Um grande aliado no combate às alergias é o próprio sol. Para evitar o nariz escorrendo e os olhos irritados, além de possíveis crises de asma, o verão é a época certa para tirar cobertores, tapetes e casacos de dentro do armário e arejá-los. Lavar e deixá-los ao sol evita a proliferação de ácaros, grandes vilões da saúde respiratória.

A limpeza é outra poderosa ferramenta das pessoas com dificuldades respiratórias como a asma, afirma a pneumologista.

“O controle ambiental envolve ações simples e está principalmente focado no quarto do paciente alérgico, onde a limpeza deve ser feita diariamente. São importantes medidas limpar a casa com um pano úmido, sem utilizar desinfetantes ou outros produtos com cheiro forte; deixar os cobertores e roupas tomando sol, e se possível substituir cobertores por edredons, que são mais fáceis de lavar; usar capas protetoras para travesseiros e colchões; guardar bichinhos de pelúcia em sacos plásticos transparentes, mesmo que fiquem expostos nas estantes, trocando os plásticos a cada dois meses aproximadamente; e evitar carpetes”.

Outras dicas interessantes são trocar as cortinas por persianas, mais fácies de lavar, e evitar animais domésticos dentro de casa, especialmente nos quartos, pois as substâncias alergênicas dos gatos são bastante persistentes e podem permanecer no ambiente até seis meses após a retirada do animal.
“A casa inteira deve estar bem limpa e arejada, especialmente o quarto de dormir, afinal, é o lugar onde passamos grande parte do tempo. Os colchões devem ser tirados e batidos para retirar a poeira, pois é um dos locais com maiores concentrações de ácaros”, afirma a pneumologista.

Fonte: http://www.oserrano.com.br/mais.asp?tipo=Local&id=7838

Pesquisadores ganham prêmio com estudo sobre relação entre tuberculose e alergia

Iniciação científica desenvolvida na FMRP verificou que camundongos alérgicos infectados com tuberculose têm melhora nas doenças

Qual a relação da asma com a tuberculose? Trabalho de iniciação científica da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP-USP) mostrou melhora nas respostas imunológicas geradas nestes dois modelos de doenças experimentais. O projeto, desenvolvido pela estudante de Ciências Biológicas, Lívia Weijenborg Campos, foi premiado com o segundo lugar do Destaque do Ano em Iniciação Científica 2008 - Área de Ciências da Vida, promovido pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), no início do mês.

O objetivo do trabalho Avaliação da resposta imune em modelo de co-inflamação alergia x tuberculose baseou-se na questão de até que ponto a eficácia de uma vacina contra a tuberculose, poderia ser comprometida em pessoas portadoras de alergia. “A tuberculose e a alergia ativam o sistema imunológico de maneira distinta e a resposta imunológica de uma doença poderia interferir na outra”, explica Lívia.

Estudos anteriores mostravam que camundongos que entravam em contato com diferentes microorganismos como micobactérias, por exemplo, que constituem a vacina BCG, quando eram submetidos à indução da alergia, apresentavam redução do quadro alérgico. Portanto, poderia existir uma relação inversa da alergia e tuberculose experimental e foi isso que a estudante observou na primeira fase da pesquisa.

“Primeiro, os camundongos foram submetidos a um protocolo de indução de alergia compatível com a asma e depois os mesmos foram infectados com o bacilo causador da tuberculose Mycobacterium tuberculosis”, afirma Denise Morais da Fonseca, que também participa diretamente do desenvolvimento desse estudo. “Observamos que os camundongos tiveram a resposta esperada, isto é, redução do quadro alérgico e progressão da tuberculose, então, decidimos inverter o processo”, diz Denise.

Na segunda fase, os animais foram primeiramente infectados e depois passaram pela indução da asma experimental. Segundo Denise, que acompanhou a pesquisa, quando o processo foi invertido “o resultado foi surpreendente, ambas as doenças melhoraram”.

Infecção
Para infectar os camundongos com os bacilos que causam a tuberculose, Lívia conta que no Núcleo de Pesquisas em Tuberculose (NPT) da FMRP existem os estoques de suspensões de Mycobacterium tuberculosis. A infecção ocorre por meio da administração de uma solução contendo as micobactérias nas narinas dos camundongos de modo que ao ser inalada chegue ao pulmão. Todo esse processo é realizado numa sala de adequada para a realização de procedimentos com esse tipo de microorganismo. No caso da alergia, primeiro é necessário sensibilizar o animal; só então, ele é desafiado com o alérgeno, uma proteína chamada ovalbumina, pela via intranasal, de modo que a inflamação também ocorra no pulmão.

O resultado da pesquisa é promissor, porém, preliminar. “Ainda temos que estudar qual mecanismo está por trás desse efeito protetor na tuberculose conferido pela alergia”, alerta Denise. Analisando os resultados, as alunas Lívia e Denise, e a orientadora Vânia Luiza Deperon Bonato, professora do Departamento de Bioquímica e Imunologia da FMRP, já têm em mente os fatores que podem conferir tal proteção, que faz a tuberculose regredir, mas ressaltam que ainda é cedo para respostas, sendo a hipótese o objeto de estudo de Lívia, que pretende iniciar o mestrado no início do ano que vem.

Fonte: http://www.uai.com.br/UAI/html/sessao_8/2008/11/17/em_noticia_interna,id_sessao=8&id_noticia=88331/em_noticia_interna.shtml

Corrente Russa

Em estética tem-se a busca constante de novos meios de tratamentos, e em especial, referente ao bom condicionamento muscular, onde conseguimos uma melhora substancial em vários aspectos estéticos de nosso paciente.
O sistema músculo esquelético consiste de três componentes separados, mas muito interdependentes: Os ossos, esqueleto, As articulações; e os músculos. Todo o movimento do corpo resulta da ação integrada desses três sistemas, pois o músculo não é o responsável pelo movimento de um objeto, por exemplo, é assim quando o músculo movimenta o osso, que de acordo com sua articulação, transporta a força até o objeto, fazendo assim que ele se movimente. Articulações é o ponto de conexão entre dois ossos e é formado por cordões fibrosos de tecido conjuntivo (colágeno), podendo ter grande ou nenhuma amplitude de movimento. Para que os músculos se contraiam, eles devem estar conectados aos ossos. Os tecidos fortes e fibrosos localizados em cada uma das extremidades dos ossos (tendões) cumprem essa função.Um único nervo e as fibras por ele estimuladas são chamadas de unidades motora, que funciona segundo a lei do “tudo ou nada” não havendo o meio termo.
Os músculos são formados por fibras do tipo I - Vermelhas e do tipo II - Brancas
O músculo na eletroterapia
Como afirmamos no início, o músculo pode ser estimulável e de acordo com o tipo de trabalho a ser realizado, teremos maior envolvimento de fibras brancas ou vermelhas.
As contrações são classificadas de três tipos:
Isométricas.
Isotônica.
Isocinética (concêntrica e excêntrica).
Isométricas- Contração parcial das fibras, pois o músculo foi submetido a uma tensão igual ao máximo que ele suporta. Não há realização de movimento. Normalmente utiliza o exercício anaeróbico ( não precisa de oxigênio) que gasta pouca energia –Fibras II B.
Isotônica- Contração do músculo total, onde as fibras se encurtam totalmente, realizando um movimento cinético, sem peso de oposição, ou seja o movimento é realizado com nenhum peso ou menor do que a capacidade do músculo, usa muito oxigênio e gasto de energia – Fibras do tipo I.
Isocinética ( concêntrica e excêntrica)-É o movimento total do músculo com um peso dentro dos limites de capacidade do mesmo, caracteriza-se por ter força e potência- Fibras do tipo II A.
Corrente Russa
Método que leva este nome por ter sido desenvolvido na Rússia na década de 70, no preparo de atletas olímpicos. Possui um ajuste bifásico, ou seja, ciclo positivo e negativo, e sua principal vantagem é ter uma corrente portadora de 2500Hertz ou 4.000Hertz que terão uma ação direta no sistema nervoso periférico diminuindo a sensibilização do paciente, possibilitando maiores valores de corrente aplicada. Tem ainda uma freqüência de ação muscular, que nos dá a oportunidade de trabalhar em vários tipos de fibras, possibilitando maior êxito na hipertrofia muscular.
Objetivo do tratamento.
Temos vários enfoques que podem justificar este tipo de tratamento eletroterápico muscular.
Reabilitação muscular
* Para conseguirmos a hipertrofia- que será conseguida por aumentarmos o número de miofibrilas, na quantidade de proteína contrátil, na densidade capilar por fibras e, principalmente na quantidade de mitocôndrias, que ajudarão a perde maior número de calorias no paciente; e
Contra indicações relativas
* Gestação em qualquer fase.
* Próteses metálicas no local de aplicação.
* Doenças cardíacas, como arritimias severas, insuficiência cardíaca.
* Encurtamento funcional do músculo.
* Traumas locais.
* Perda da integridade da pele no local da aplicação.
* Sensibilidade alterada.
* Fragilidade capilar e / ou insuficiência venosa profunda.

Segue abaixo a colocação de placas nos músculos agonistas: anterior e interno da coxa; retos abdominais e biceps braquial.

A colocação das placas também devem ser colocadas nos músculos antagonistas: biceps femoral; lateral da coxa; glúteos e triceps.

Atenção: O tratamento deve ser realizado por profissionais habilitados.

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