Entries Tagged as 'Fisioterapia'

Alergias Respiratórias

Porque o “isso é uma alergia, isso passa”, não chega e assim é que não passa. A s doenças alérgicas são muito frequentes, mas as ideias erradas sobre alergias são imensas.

“Tenho alergia. Estou sempre com o nariz tapado, não consigo dormir, acordo mais cansado do que quando me deitei e a falta de ar aflige-me muito. Tenho esperança que passe, embora isto já dure há 10 anos. E é cada vez mais grave”.

Estes relatos são muito frequentes, intoleravelmente frequentes.

Ter alergias, é ter asma, é sofrer de rinite, asma e rinite, asma e eczema, é ser alérgico a medicamentos e a alimentos, é ter urticária, meses, anos, décadas. Em alguns casos é sentir todas estas situações. É ter a vida afectada. É deixar de ir, de fazer, de viver. E é tão simples controlar a situação para a maioria dos alérgicos. Diagnosticar, prevenir, controlar.

Porque a asma e a rinite afectam uma enorme percentagem da população, porque são doenças de grande impacto social, responsáveis por elevados custos, causa frequente de absentismo laboral e escolar e diminuição da produtividade, por si só, e pelas suas complicações, condicionam recursos a urgências e a hospitalizações, sendo responsáveis por mortes preveníveis.

PORQUE É NECESSÁRIO DIAGNOSTICAR PARA TRATAR

Quer na criança, quer no adulto, a asma é pouco valorizada e a rinite ainda menos. “Não me vai dizer que a tosse e falta de ar que eu sinto todos os dias é asma? Nunca me tinham dito”.

As alergias respiratórias surgem frequentemente na infância, embora possam manifestar-se em qualquer idade. É essencial reconhecer os sintomas, para um diagnóstico e tratamento correctos. Se abandonada a uma evolução não controlada, a asma pode levar a alterações das vias aéreas, e as crises podem ser graves e até fatais; se a rinite não é controlada, a asma pode surgir, ou se já se manifestou, é mais grave. Tape o seu nariz e espere alguns minutos – sinta o efeito, ou será que já o costuma sentir…

PORQUE O CONTROLO ESTÁ ACESSÍVEL

A asma e a rinite podem ser bem controladas. Controlo significa qualidade de vida, dormir bem, não se cansar, poder estudar, trabalhar, ter uma vida social normal, rir, fazer exercício, apostando-se num programa que possibilita tudo isto. É a sua vida, ou a do seu filho, que pode estar a ser muito afectada. E não o deve ser.

Participe no auto-controlo da doença. É importante alertar que são inflamações e que devem ser tratadas como tal, sendo necessário usar medicação preventiva, anti-inflamatória, e isto de uma de forma regular. Não tenha medo dos medicamentos, mas vigie o seu efeito. Os corticóides inalados, para o nariz ou para os brônquios, e os anti-Ieucotrienos, estão na primeira linha do tratamento da asma e da rinite; com os anti-histamínicos não sedativos resolvem-se a maioria dos sintomas de rinite e de conjuntivite.

Estamos na Primavera. Surgem ou agravam-se os espirros, a comichão no nariz e nos olhos, a obstrução nasal, o cansaço, a tosse e a falta de ar.

Não, outra vez não! É impensável que continue a passar mal. Existem maneiras de afastar os alergénios, existem medicamentos muito seguros e eficazes. Não dão sono, não alteram o apetite, dominam a alergia.

E “a alergia passa com a idade” está muito distante da realidade, mas saiba que existem vacinas anti-alérgicas que podem modificar o curso das alergias.


Fonte: http://medicosdeportugal.saude.sapo.pt/action/2/cnt_id/2209/

Asma e a idade adulta

Incidência de Asma aumenta no início da idade adulta
Estudo publicado na revista “The Lancet”

Um estudo publicado na revista “The Lancet” avaliou factores desencadeantes de asma, desde o nascimento e até aos 22 anos, e revela que a asma diagnosticada nos jovens adultos tem origem no início da infância.

Ao longo desse período foram acompanhados 849 indivíduos. O estudo realizado por investigadores do Arizona Respiratory Center, University of Arizona, nos EUA, revela que a incidência média de asma, entre os 16 e 22 anos, foi de 12,6/1.000 pessoas-ano.

Vinte e sete por cento dos casos de asma activa aos 22 anos foram diagnosticados recentemente, sendo 71% mulheres. O estudo liderado por Stern D revela que a resolução da asma aos 22 anos foi maior em homens do que em mulheres.

A idade do diagnóstico foi linearmente associada à razão entre o volume expiratório forçado num segundo e a capacidade vital forçada, aos 22 anos.
Os factores associados de forma independente à asma crónica aos 22 anos incluíram: início aos seis anos, pieira persistente, sensibilização a “Alternaria alternata”, pior função respiratória e hiperreactividade brônquica aos seis anos.

Fonte: http://www.mni.pt/destaques/?cod=11002&cor=azul

Convivendo com a Asma

A asma é uma doença que está escrita nos genes e expressa-se em resultado da interacção destes com o meio ambiente. Na verdade, é do conhecimento geral que a asma existe mais em certas famílias e que a poluição do interior das casas e no exterior favorece o aparecimento e agravamento de sintomas por asma.

Vivemos com ácaros por perto e, por vezes com animais, como o gato; este pode sensibilizar as crianças e provocar-lhes asma, mesmo depois na idade adulta. A barata e, mais raramente, certos fungos, podem também causar asma.

No exterior, são os pólenes, mais frequentemente de gramíneas, mas também de certas árvores e ervas, que podem estar na origem de asma. Todos estes alergénios causam também rinite, acompanhante muito comum da asma. Mas é preciso saber que também há asmas e rinites “não alérgicas”, não tão raras quanto isso.

Mas se sempre vivemos com os ácaros, com animais domésticos e com a polinização porquê há mais asma nos dias de hoje? A explicação para este facto não é simples, mas há evidências que apontam para as mudanças de hábitos de vida, tais como a progressiva deslocação das populações para as urbes, a vida de pequenos agregados familiares em apartamentos e o menos diversificado contacto microbiológico com que as crianças crescem (mais vacinas, menos infecções, comida mais esterilizada, etc).

Depois, há a alteração operada no tipo de poluição e o tabagismo passivo nos espaços fechados, que se sabe induzir a expressão mais precoce de doenças respiratórias e alérgicas e contribuir para o seu agravamento.

Na verdade, a poluição está a mudar; sabe-se, por exemplo, que pequenas partículas dos escapes do actual parque automóvel, para além da sua acção directa nas vias respiratórias, veiculam micro-fragmentos polínicos e promovem a acção sensibilizante destes.

Por tudo isto, gera-se no asmático uma inflamação das vias aéreas que vai variando em intensidade consoante o grau de exposição aos alergénios para que está sensibilizado, a ocorrência de infecção por certos vírus e a exposição a factores poluentes do ar do interior das casas e do exterior.

Controlar a asma

Uma das consequências da inflamação que ocorre na asma e que o tratamento médico procura controlar é a do desenvolvimento de alterações irreversíveis da estrutura das vias respiratórias. Os doentes com asma crónica, com frequentes sintomas e limitação nas actividades do dia-a-dia, são aqueles em que ao longo da história da sua asma não foi atingido um suficiente controlo da inflamação. Nestes doentes, a inflamação brônquica foi persistindo e agravando aquando as agudizações.

As medidas de defesa da qualidade do ambiente do interior dos edifícios, as de controlo da poluição das cidades e as que assegurem melhor qualidade do ar que se respira nas fábricas e oficinas, são aspectos fulcrais para a promoção da saúde respiratória.

A boa prática médica e a existência de um sistema de informação que nos dê periodicamente índices epidemiológicos e dados económicos sobre asma são igualmente relevantes. A melhoria do acesso do asmático aos cuidados de saúde e a tomada de decisões que possibilitem o pleno acesso do doente à medicação anti-asmática, são também medidas que não poderão esquecidas ou relegadas para um segundo plano.

Em relação à asma, será pois essencial a aplicação de um conjunto integrado de medidas tendentes a melhorar a qualidade do ar e medidas que procurem generalizar o efectivo controlo da doença.

http://medicosdeportugal.saude.sapo.pt/action/2/cnt_id/2155/

Asma e as drogas

Paracetamol pode agravar risco de asma em crianças

Analgésico está associado a um risco 46% maior de desenvolver a doença quando chegar aos 6 ou 7 anos

KONG - Bebês que consomem o analgésico paracetamol podem ter mais risco de sofrer de asma e eczema quando tiverem 6 ou 7 anos, segundo um abrangente estudo feito em 31 países.

Esse é um dos três estudos sobre a asma publicados na nova edição da revista médica Lancet. Os outros dois dizem que chiados e coriza podem sinalizar predisposição dos bebês à asma.

No primeiro estudo, os médicos examinaram dados fornecidos pelos pais de mais de 205 mil crianças, e concluíram que o uso do paracetamol está associado a um risco 46 por cento maior de desenvolver a doença quando a criança chegar aos 6 ou 7 anos, em comparação a quem não consumiu o medicamento.

Em caso de dosagens mais elevadas (mais de uma vez por mês), o risco de asma nos anos posteriores poderia até triplicar.

O paracetamol (vendido no Brasil sob a marca Tylenol, entre outras) é usado no combate a febres e dores. Em crianças, é administrado na forma de suspensão. Empiricamente, os médicos já suspeitavam nos últimos anos que houvesse uma associação dessa droga com a asma.

Teoricamente, o paracetamol reduz os antioxidantes do organismo. Alguns especialistas dizem que os antioxidantes impedem que radicais livres (moléculas instáveis) façam danos ao organismo, provocando doenças como o câncer.

“O paracetamol pode reduzir os níveis de antioxidantes, e isso pode gerar um estresse oxidante nos pulmões e causar asma”, disse por telefone um dos pesquisadores, Richard Beasley, do Instituto de Pesquisa Médica da Nova Zelândia.

O uso mensal do paracetamol também dobra o risco de eczema e triplica o de rino-conjuntivite — espirros, nariz escorrendo e congestão nasal — quando a criança atinge 6 ou 7 anos, segundo o estudo.

Mas os pesquisadores disseram que, como analgésico infantil, o paracetamol continua sendo preferível à aspirina, que está associada à síndrome de Reye, uma doença rara, mas grave.

A Organização Mundial da Saúde recomenda que o paracetamol só seja administrado em crianças em casos de febre superior a 38,5 graus, evitando-se o uso mais rotineiro.

Em outro estudo na Lancet, foram monitoradas 6.461 pessoas em 14 países, todas elas há mais de oito anos sem episódios de asma. Quem vivia com o nariz escorrendo, por causa de rinite ou alergias, tinha 3,5 vezes mais chance de desenvolver asma posteriormente.

O terceiro estudo, feito no Arizona (EUA), mostrou que bebês com chiado na respiração podem estar prenunciando casos de asma na vida adulta. Eles examinaram o prontuário de 849 pessoas em torno de 22 anos de idade. De 181 vítimas de asma, 49 (sendo 35 mulheres) tiveram um diagnóstico precoce.

Em 70 por cento dos casos de asma, a pessoa apresentava esse chiado nos seis primeiros anos de vida.

http://www.estadao.com.br/vidae/not_vid244332,0.htm

Asma e Atividade Física

O suor pode reduzir as probabilidades de se sofrer de um ataque de asma durante a prática de exercícios físicos, sugere um estudo conduzido por investigadores norte-americanos.

O trabalho, realizado por especialistas da Universidade de Michigan, demonstrou que os atletas que sofrem de asma em resultado de exercícios produzem menos suor, lágrimas e saliva.

Os sintomas da asma induzida pelo exercício são semelhantes ao da asma crônica e os ataques manifestam-se normalmente vários minutos após o início da prática do esforço físico.

Uma das razões seria porque os atletas teriam as vias aéreas mais contraídas, exigindo um maior nível de esforço e de respiração.

O estudo, os especialistas analisaram como 56 atletas que sofrem do problema reagiram a dois medicamentos.

O primeiro deles tinha o objectivo de contrair as vias respiratórias, enquanto o segundo induzia a produção de saliva e suor.

Os investigadores observaram que os voluntários que responderam bem ao primeiro remédio, reduzindo significativamente o movimento do ar pelos pulmões, foram também os que menos reagiram ao primeiro, suando menos.

Em contrapartida, os que não tiveram as vias respiratórias contraídas em resposta ao primeiro medicamento, suaram mais.

Segundo os especialistas, apesar de os testes não explicarem por que a falta de suor seria responsável pela asma, os resultados sugerem que atletas que suam pouco produzem poucos fluidos pelas vias aéreas.

«A quantidade de fluidos secretadas pelas vias respiratórias pode ser um determinante chave na protecção de atletas contra a asma», disse o coordenador do estudo, Warren Lockette.

O trabalho foi publicado na revista Chest.

Fonte:http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=62&id_news=348164&page=1