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Fisioterapia na Ginecologia e Obstetrícia

Dores nas pernas e na coluna, inchaço, alterações hormonais, ganho de peso… Dificuldades que todas as grávidas enfrentam. Preocupadas com a própria saúde e com o bebê que está para chegar, as gestantes têm opções muito restritas que quase sempre se limitam à hidroginástica e às caminhadas. A fisioterapia obstétrica é a mais nova alternativa disponível às mamães que querem se preparar para a chegada de um bebê.

A fisioterapia para gestantes é feita através de um programa de exercícios específicos para as grávidas, acompanhado por profissionais especializados. Neste programa estão incluídas atividades de alongamento e relaxamento de vários segmentos musculares, exercícios respiratórios, orientação postural e fortalecimento muscular, basicamente dos membros superiores, que serão necessários para que a mamãe carregue o bebê depois de nascido, e do períneo para facilitar a realização do parto normal, caso esta seja a opção da gestante.

A prática desse trabalho é indicada a todas as grávidas (com exceção da gravidez de risco e em casos sérios de hipertensão). Não há necessidade de que a mulher chegue ao consultório já com dor. O ideal é que ela comece a desenvolver esse tipo de atividade desde o início da gestação. A fisioterapia não substitui os exercícios físicos, mas um programa de fisioterapia na obstetrícia tem exercícios direcionados para este momento da vida da mulher em que acontecem várias mudanças posturais, hormonais, emocionais. O atendimento é individual e as atividades são personalizadas.

No consultório, antes de as atividades serem iniciadas, é realizado uma avaliação em que são observados aspectos como o tempo de gestação e o aumento do peso, a data prevista para o parto, além da aferição de pressão arterial, freqüência cardíaca e respiratória.

Os sistemas digestivos, urinário e circulatório também são avaliados. Na avaliação eu procuro saber como é o dia-a-dia da gestante, se ela trabalha, como se comporta no trabalho, o que a está incomodando e realizada uma avaliação postural, complementando que a simetria da mama da gestante também é examinada e a sensibilização do bico do seio, recomendada. As indicações que elas recebem do médico são reforçadas no atendimento. O trabalho da área de saúde deve ser um trabalho multidisciplinar.

São orientações para a vida diária da gestante que buscam o bem-estar dela e do bebê durante a gravidez. É um momento que a futura mamãe tem para se cuidar e se prevenir do stress do dia-a-dia. O programa tem o objetivo de garantir uma vida diária mais saudável, fazendo com que a gestante aceite com naturalidade e saiba lidar com as alterações corporais sofridas durante a gravidez e, com isso, ter uma gestação bem tranqüila.

Qualquer dúvida mande o seu email para fisionews@fisionews.com.br que entraremos em contato.

O Brasil contra a Asma Grave

RIO – Um grupo de pesquisadores de instituições do mundo todo estão realizando um estudo multicêntrico para avaliar uma nova forma de tratamento para a asma grave: a broncoscopia. No Brasil, há grupos de pesquisa em São Paulo, no Rio de Janeiro e no Rio Grande do Sul.

A técnica consiste em inserir um broncoscópio de fibra ótica pelo nariz ou pela boca do paciente, que fica sedado. Um cateter é inserido até os brônquios, onde libera energia térmica capaz de afinar a musculatura lisa dos pulmões. Os sintomas da asma, como o chiado no peito e a falta de ar devem-se às contrações que esses músculos fazem. O procedimento é feito em ambiente hospitalar, mas o paciente precisa ficar apenas duas horas em observação, antes de ter alta e poder voltar para casa.

No Centro de Tratamento de Asma de Difícil Controle (CTADC) do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (HUCFF), estão sendo estudados 13 pacientes asmáticos acima de 18 anos. Alguns deles já passaram pelo tratamento há dois anos e não tiveram recaída dos sintomas.

A pneumologista e coordenadora do CTADC, Marina Lima, estima que até o ano que vem o novo procedimento seja aprovado pelo Food and Drug Administration (FDA), órgão governamental dos Estados Unidos. “Feito isso, o governo brasileiro poderá submeter a terapia à aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A previsão é que, após o término do estudo, em torno de cinco anos, o tratamento já esteja disponível para a população brasileira”, calcula a pneumologista.

O estudo global já pesquisou cerca de 300 pacientes e, segundo Marina, em nenhum caso os sintomas voltaram a acontecer. Inicialmente o novo tratamento seria indicado apenas para casos graves e pacientes adultos.

De acordo com o Ministério da Saúde, a asma de difícil controle acomete cerca de 750 mil brasileiros. Anualmente, são internadas cerca de 350 mil com sintomas de asma e cerca de 10 morrem por dia.

Fonte: http://www.estadao.com.br/vidae/not_vid230611,0.htm

Genética e a Asma

Identificado gene ligado às reacções alérgicas como a asma – estudo

Uma equipa de investigadores alemães identificou um gene que pode ser directamente responsável por numerosas reacções alérgicas, entre as quais a febre dos fenos e a asma, segundo um estudo.

O gene FCER1A-Gen contém as “instruções” para a formação de hemoglobina E (IgE), uma classe de anticorpos presente unicamente nos mamíferos, que desempenha um papel fundamental no desenvolvimento das alergias, segundo este estudo realizado por uma equipa mista do Centro Helmholtz, de Munique, na Alemanha, e de uma clínica da Universidade Técnica desta cidade.

“Para realizarmos a nossa pesquisa, estudámos o genoma de mais de dez mil adultos e crianças na Alemanha”, referiu Thomas Illig, do Centro Helmhotz.

As pessoas que sofrem de alergias possuem um número muito mais elevado de anticorpos do tipo IgE do que as pessoas saudáveis, adianta o estudo, publicado na última edição da revista científica Plos Genetics.

Estes anticorpos, que se encontram frequentemente nos tecidos da pele, são capazes de desencadear potentes reacções imunitárias na presença de substâncias como o pólen ou a poeira, que estão na origem da febre dos fenos ou de crises de asma.

Uma modificação do gene FCER1A-Gen poderá permitir a diminuição no roganismo do número de anticorpos IgE e, desta forma, reduzir ou mesmo conter as reacções alérgicas.

Fatores de Risco para Asma na Infância

Segundo estudo da Universidade Brunel, na Inglaterra. Mulheres que usam muitos produtos de limpeza durante a gestaçao ou pouco depois do nascimento podem aumentar os riscos da crianças desenvolver asma.

Avaliando mais de 13 mil crianças, acompanhadas do nascimento aos 16 anos de idade, os especialistas britânicos descobriram que a exposiço aos produtos químicos no princípio da vida estava associada a 41% maior risco de desenvolver asma aos sete anos de idade.

Os pesquisadores especulam que as razões do problema, como já mostradas por outros estudos, podem ser explicadas pela hipótese da higiene, que sugere que crianças pequenas menos expostas a bactérias e poeira em casa são menos propensas a ter imunidade à asma e alergias quando forem maiores.

Porém eles destacam que os resultados do estudo indicam que as substâncias químicas presentes nesses produtos de limpeza doméstica podem ser um dos possíveis mecanismos que aumentam os riscos de asma. Mais estudos são necessários para desvendar as possíveis razões.

Controle da Asma em obesos

Segundo estudo da Universidade Laval, no Canadá Pessoas obesas com asma tem pior controle da doença respiratória do que os asmáticos com peso normal. De acordo com os autores, isso acontece mesmo que a percepção dos sintomas seja similar, e pode ser explicado por mudanças nas características inflamatórias bronquiais e sistêmicas e no funcionamento pulmonar em pacientes obesos.

A obesidade é associada a um aumento na prevalência de asma, especialmente entre as mulheres, e essa doença respiratória parece ser mais severa entre os obesos.

Para determinar se a doença apresenta características específicas em pessoas obesas, os pesquisadores avaliaram 44 pacientes obesos e 44 não-obesos, todos com asma. Os voluntários completaram um questionário sobre controle de asma, passaram por uma bateria de testes, e tiveram medidos índice de massa corporal e circunferência da cintura.

E os pesquisadores observaram que, apesar dos pacientes apresentarem resultados similares em relação ao fluxo de expiração, a resposta a bronquiodilatador, a resposta das vias aéreas a metacolina e na percepção dos sintomas, o controle da asma era pior entre os pacientes obesos.

Além disso, a capacidade pulmonar, o volume expirado e a capacidade funcional residual eram menores nesses pacientes. E os graus de inflamação eram maiores em pacientes obesos, que apresentavam maiores níveis dos marcadores inflamatórios proteína C reativa e fibrinogênio no sangue.