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Dieta ajuda a controlar a asma

O elevado consumo de hortofrutícolas, azeite e peixe ajuda a controlar a asma, conclui um estudo realizado por investigadores da Universidade do Porto.

No documento, as faculdades de Medicina e de Ciências da Nutrição daquela Universidade sustentam que a dieta mediterrânica reduz em 80 por cento o risco dos asmáticos terem a doença mal controlada.

De acordo com o estudo conjunto dos investigadores das duas faculdades com o Serviço de Imunoalergologia do Hospital de S. João, a dieta caracterizada pelo elevado consumo de hortofrutícolas, leguminosas, cereais inteiros, frutos secos, azeite e peixe é um cocktail de componentes potencialmente protectores na asma.

Àquele tipo de alimentos junta–se o consumo moderado de lacticínios, álcool e consumo reduzido de carnes vermelhas e processadas. “Sabe-se que este tipo de dieta previne a asma e a rinite alérgica nas crianças, mas desconhecia-se até agora o impacto deste padrão alimentar nos adultos”, acrescenta o estudo, que visou, precisamente, perceber os efeitos desta dieta na asma de adultos. Foi ainda avaliada a função respiratória e sintomas da asma em 174 adultos com uma média de 40 anos.

APONTAMENTOS

FRUTA E ÁLCOOL

O estudo conclui que os asmáticos que tinham a doença controlada (23 por cento) ingeriam maiores quantidades de fruta fresca e menores quantidades de álcool.

BENEFÍCIOS DA DIETA

Os investigadores descobriram que a adopção de um estilo de alimentação mediterrânico está associado a uma redução de 78 por cento do risco de ter a doença não controlada, independentemente do género, idade, escolaridade, ingestão calórica total e medicação inalada.

ANTIOXIDANTES

A tradicional dieta do Sul da Europa e Bacia do Mediterrâneo é conhecida por possuir propriedades antioxidantese anti-inflamatórias que promovem um melhor controlo de diversas doenças consideradas crónicas.

PESSOAL VALE A PENA LEMBRAR QUE UMA DIETA SAUDÁVEL E EQUILIBRADA NÃO É SOMENTE UMA QUESTÃO DE MANTER O CORPINHO (ESTÉTICA), MAS DE SAÚDE. A ASMA É UMA DOENÇA QUE NÃO TEM CURA, MAS TEM CONTROLE E MUITAS VEZES LEVAM AS PESSOAS A ÓBITO. ENTÃO, ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL JÁ.

Impacto da supervisão fisioterapêutica aos exercícios do assoalho pélvico para tratamento da incontinência urinária de esforço

RESUMO

CONTEXTO E OBJETIVO: A incontinência urinária é um problema de saúde pública, afetando mais de 200 milhões de pessoas em todo o mundo, sendo que sua forma mais comum é a de esforço. A cinesioterapia do assoalho pélvico vem sendo utilizada com grande sucesso em seu tratamento, embora não exista consenso de protocolo para sua aplicação. O objetivo foi comparar os resultados do tratamento em mulheres com incontinência urinária de esforço por meio de exercícios de fortalecimento do assoalho pélvico com acompanhamento fisioterapêutico, com os de um grupo sem acompanhamento.
TIPO DE ESTUDO E LOCAL: Estudo randomizado, prospectivo e controlado, realizado no Setor de Uroginecologia e Cirurgia Vaginal da Universidade Federal de São Paulo.
MÉTODOS: Realizou-se estudo randomizado com 44 mulheres para tratamento da incontinência urinária de esforço com cinesioterapia perineal por três meses consecutivos, divididas em um grupo com acompanhamento fisioterapêutico e outro sem acompanhamento. Foram avaliadas, antes e depois do tratamento, pelo diário miccional, “pad test“, questionário de qualidade de vida (I-QoL), força muscular perineal, e também por avaliação subjetiva. A análise descritiva foi utilizada para caracterizar a casuística estudada. Para verificar a homogeneidade entre os grupos com relação às variáveis contínuas e categóricas, foram aplicados os testes de Kruskal-Wallis e o Qui-quadrado. Pelo teste pareado de sinais de Wilcoxon, avaliou-se o sucesso terapêutico.
RESULTADOS: Ao término do tratamento, o grupo com acompanhamento teve melhores resultados segundo o “pad test“, o diário miccional e o questionário de qualidade de vida, quando comparado ao grupo controle. Quando avaliadas subjetivamente, apenas 23,8% das pacientes do grupo controle referiram satisfação com o tratamento. Já no grupo com acompanhamento fisioterapêutico, 66,8% referiram que não desejavam outro tratamento.
CONCLUSÃO: O acompanhamento fisioterapêutico proporcionou melhores resultados subjetivos e objetivos no tratamento da incontinência urinária de esforço feminina pela cinesioterapia do assoalho pélvico.

Trabalho publicado pela alunos da unifesp, maiores informações e artigo na íntegra acessa: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1516-31802007000500003&lng=pt&nrm=iso&tlng=en

Esta área da fisioterapia é importante divulgar devido ser  pouco conhecida pela população.

Saúde e beleza aliadas na busca da auto estima

Quem não deseja amenizar problemas como celulite, flacidez, obesidade, envelhecimento e estrias? Isso é possível por meio da Fisioterapia Estética, especialidade que oferece atenção diferenciada aos pacientes, por unir, em um mesmo serviço, cuidados com a beleza e a saúde.

Além do caráter informativo, o objetivo principal desse profissional nos centros de estética é desenvolver um resultado mais satisfatório nos distúrbios estéticos e principalmente na sua prevenção.

Em síntese os distúrbios estéticos merecem maior atenção, pois não se resumem na beleza física e sim na saúde física/mental/psicosocial. Nos dias de hoje entende-se que os tratamentos estéticos visam principalmente a saúde e bem-estar do paciente.

Locais especializadoas diponibilizam  serviços nessa área, trabalhando especificamente com drenagem linfática, redução de celulite e estrias, redução de medidas, redução de rugas, redução de flacidez muscular corporal e facial, além de limpeza profunda de pele e clareamento de manchas de acne.

Fisioterapeutas explicam que a vantagem em procurar essa especialidade é a segurança que o tratamento oferece. Nós fazemos uma avaliação completa em cada paciente, levando em conta seu histórico familiar e patológico. Só então indicamos o tratamento.

Pé plano e Pé cavo

Os pés, partes fundamentais para a sustentação corporal e para a locomoção, constituem estruturas complexas do corpo humano, formados por diversos ossos, músculos, tendões e bursas. Para favorecer a distribuição do peso corporal, o equilíbrio e a deambulação (ato de correr e caminhar), os pés devem possuir um adequado formato anatômico, com um arqueamento na sola.
O pé plano, também conhecido como “pé chato” ou como pé plano valgo flexível, ocorre quando existe uma deformidade anatômica oriunda do achatamento de um ou mais arcos do pé. Essa condição clínica faz com que a pessoa pise com quase toda a sola do pé no chão, o que pode ensejar o aparecimento de dor e outros desconfortos, não só nos pés, mas, também, em várias outras regiões do corpo (como o joelho, o quadril, e a coluna).
Em alguns casos, o pé plano pode ser assintomático, de modo que a pessoa com essa alteração anatômica, nem sabe que a possui. Na maioria dessas situações, portanto, não há necessidade de tratamento.
O pé cavo, também conhecido como “pé arqueado”, é considerado o oposto do pé plano. Essa alteração ocorre devido a elevação excessiva do arco plantar, que por conseqüência, gera uma diminuição do comprimento do pé. Esse caso é menos comum que o anterior, mas, apresenta maior probabilidade de causar problemas ortopédicos.
Pés muito arqueados costumam ser mais problemáticos porque a tensão na região dos dedos e do tornozelo é maior. Isso pode causar dificuldades de adaptação aos calçados e dor ao realizar atividades como caminhar, correr e ficar longos períodos em pé.
Em ambos os casos, no pé plano e no pé cavo, o paciente deve ficar atendo para a necessidade de tratamento. É importante verificar se a causa dessas alterações é ortopédica, neuromuscular ou neurológica.
O tratamento, quando necessário, pode ser realizado de várias formas, a depender da necessidade de cada situação concreta. No mais das vezes, é salutar o uso de sapatos ou palmilhas ortopédicas, a realização de fisioterapia e terapia medicamentosa para os casos de dores e inflamação. Em situações extremas, intervenções cirúrgicas podem ser necessárias.
Informe-se e Cuide-se.

Asma e os Atletas

Atletas de alta competição com elevado risco de asma

Com receio das entidades anti-doping muitos não estão a ser devidamente medicados

Um estudo internacional no qual participaram investigadores do Serviço de Imunologia da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP) e do Serviço de Imuno-Alergologia do Hospital S. João demonstrou que os atletas de alta competição têm um risco muito elevado de sofrerem de asma. Os praticantes de desportos de resistência (como maratonistas, ciclistas e nadadores) são os mais atingidos, demonstra o trabalho publicado em Junho na revista científica «Allergy».

Tem vindo a registar-se um aumento no número de atletas que apresenta queixas respiratórias e que têm necessidade de tomar fármacos para alívio da sintomatologia da asma. Embora esta medicação possa e deva ser prescrita aos atletas (desde que a doença e a toma dos fármacos seja devidamente notificada às entidades de controlo anti-doping), muitos atletas resistem a adoptar o tratamento por este possuir substâncias que constam da lista de produtos proibidos.

Contudo, os medicamentos de alívio dos sintomas da asma, como os beta-agonistas inaláveis, não melhoram o desempenho de atletas saudáveis, servindo apenas para restabelecer a capacidade de respirar daqueles que são afectados por asma brônquica.

Preocupados com o subdiagnóstico e o subtratamento da asma – que parece resultar da dificuldade de estabelecer o diagnóstico e do receio da medicação – a Academia Europeia de Alergologia e Imunologia Clínica e a Sociedade Respiratória Europeia criaram uma Task Force, com a qual a equipa da FMUP colabora, com o objectivo de estabelecer critérios de diagnóstico e normas de tratamento da asma e das alergias entre os atletas de topo.

Os cientistas relacionam a elevada prevalência de asma entre os atletas de alta competição com os largos períodos que estes desportistas passam com ventilação aumentada. O aumento da ventilação é um resultado natural da prática de exercício físico muito exigente, por longos períodos de tempo. Certos factores ambientais também promovem o aparecimento de asma nos atletas, como a exposição a ar muito frio durante os treinos, a exposição a substâncias poluentes como os derivados de cloro e as substâncias usadas na manutenção de ringues de gelo indoor, ou mesmo o pólen nos doentes alérgicos.

Está provado que a prevalência da asma aumenta com a idade e os anos de competição. Também a rinoconjuntivite alérgica conhecida no meio desportivo como “nariz de atleta” regista uma prevalência nos desportistas muito maior do que a encontrada na população em geral. O diagnóstico de rinite ou rinoconjuntivite alérgica deve deixar os médicos alerta para a possibilidade de existir asma concomitantemente. Quando não tratada, a rinoconjuntivite obriga o desportista a respirar continuamente pela boca, não aquecendo o ar, o que fomenta a inflamação das vias aéreas e a sintomatologia da asma.

Queixas comuns

As queixas respiratórias após a prática de exercício intenso são relativamente comuns, mas nem todas resultam da existência de asma, podendo ser uma tarefa bastante difícil destrinçar a asma induzida por exercício das limitações fisiológicas respiratórias que advêm de uma carga de exercício físico demasiado elevada.

O grupo de cientistas que promoveu este trabalho apela à necessidade de os atletas com queixas respiratórias serem devidamente avaliados e diagnosticados. Caso se confirmem as suspeitas de asma induzida por exercício, os atletas devem iniciar uma terapêutica adequada, para que consigam competir ao seu melhor nível, sem sofrerem as limitações de desempenho que a asma impõe.

O desporto não está contra-indicado nos asmáticos, pelo contrário: há evidência científica de que os asmáticos beneficiam da prática de exercício físico. O panorama encontrado entre os desportistas de elite tem que ver com as condições extremas de treino a que estão sujeitos e com certos irritantes aos quais estão continuadamente expostos (um nadador inala, por dia, uma quantidade maior de derivados de cloro do que o máximo permitido por lei em ambiente laboral, por exemplo). Mesmo assim, a asma nestes atletas pode ser controlada com a medicação e o acompanhamento certo.

Há muitos asmáticos entre os atletas de alta competição. Recorde-se os exemplos de Alberto Chaíça (maratona), Paula Radcliff (maratona) e Nuno Marques (ténis).